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#Conto027 - Sábado de Orgia (Festa da Carne)

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SINOPSE

Ao longo de 8 capítulos, acompanhamos o florescer sexual de Fabiano, um evangélico de 17 anos que cresceu retraído dentro das rédeas controladoras dos pais religiosos e conservadores. A aventura começa quando ele descobre que vão viajar para Israel durante todo o recesso de carnaval, não fosse por um detalhe crucial na hora do voo: Fabiano tinha medo de avião. Depois de muita conversa e promessa de oração, ele se vê sozinho em casa pela primeira vez na vida, longe das correntes que tanto o prenderam por 17 longos anos. E bem durante a semana na qual a cidade pega fogo e todo folião pisa no mesmo chão. Abram alas à Festa da Carne de Fabiano! Depois disso, talvez ele nunca mais seja o mesmo.

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Você já trepou com um homem que tenha te deixado pensando se ele é mais SAFADO ou mais GOSTOSO? Quero dizer, tanto fisicamente quanto pelo comportamento, pelo jeito de macho convicto, que dá vontade de ficar observando por horas, sabe? Aquele cara que não tá nem aí pra julgamento nenhum, ele quer te comer e VAI te comer, porque ele faz com gosto, de corpo e alma, ele curte muito sentir o aperto de entrar em outro homem e toda a magia e esforço que existem envolvidos nisso, assim como gostamos da conquista. Se ainda não trepou com um cara assim, permita-me iniciar através dos próximos parágrafos.

Depois da Sexta-feira de Folia, acordei sábado com o cuzinho ainda ardendo, por conta da presença do entregador atrasado na madrugada, que não foi embora até mijar no meu banheiro e comer meu rabo na fome. E olha que quem fez o pedido da comida fui eu. Inocente, jamais desconfiei que faminto era o caralho daquele macho loiro de água oxigenada, pele morena e jeitão de favelado marrento, que me pegou de jeito por trás e comeu meu cabaço com muito tesão. Lembrei do técnico hidráulico também delicioso, pisando com os pés descalços na sala da minha casa e liberando aquele cheiro e aquelas chamas do fogo mundano por todos os cantos do meu corpo, deixando em mim uma faísca safada na beirola do cuzinho, que me manteve piscando e cheio de tesão por horas, dias seguidos de carnaval. Como se não bastasse a sexta-feira levando pica e perdendo o cabaço, acordei assado no dia seguinte TOTALMENTE, COMPLETAMENTE inadvertido das DIMENSÕES e PROPORÇÕES que o sábado de carnaval envolveria. Contraí as pregas e elas arderam, me dando o único pensamento cômico: "não é melhor sentar - de lado! - e fazer uma vigília, uma horinha de oração?". Afinal de contas, evangélico que nem eu, mentindo pros pais, recebendo macho em casa, liberando o cuzinho e ainda indo em bar, o que tava faltando? Foi quando me fiz essa pergunta que as coisas começaram a se desenrolar.

- "E aí, Fabiano? Acordou já?"

A mensagem da minha amiga fez o celular vibrar sobre o móvel ao lado da cama onde eu tava deitado. Despreguicei-me com aquele pensamento de que o sábado seria bem mais sociável e menos sexual do que o dia anterior, o corpo naquele estado de menos fogo que antes, mas ainda como resultado da surra de pica que tomei do motoqueiro entregador.

- "Vou passar aí em meia hora, se ajeita logo!"

- "Já estou me arrumando!" - respondi.

Além disso, o usual bom dia dos meus pais, dizendo que estavam bem e querendo saber como eu tava.

- "Vigilando!" - menti.

Ah, se soubessem! Levantei num só pulo, já sorrindo e animado pelo começo do dia. Eram nove da manhã e comecei a recapitular o que deixei programado anteriormente para a Festa da Carne. Iria com essa amiga até o sítio da família dela, onde rolaria churrasco, pagode e roda de samba com um grupo se apresentando, bebida e piscina à vontade, mesmo eu não bebendo. Aliás, poderia afirmar que nunca havia consumido álcool até então, e nem pretendia começar, uma vez que toda a empolgação era por causa do recesso do carnaval e da Folia da Carne, ou seja, apenas alguns dias de festividades que logo se encerrariam. Não demorei muito, tomei um banho rápido e limpei bastante o cuzinho, ainda sentindo um pouco de ardência por conta da perda do cabaço na caceta de um mulato com cabelo descolorido.

- "Dar é gostoso, mas se eu for ficar assado assim todas as vezes.." - pensei. - "Acho que não vou dar de novo tão cedo. Qualquer coisa eu mamo e tá tudo bem". - ri comigo mesmo desse novo tipo de bobagem rondando a mente, considerando que, na cabeça dos meus pais, eu estava jejuando, orando e vigilando pelas fracas almas dos homens, que sucumbem ao desejo carnal e acabam desviando de seus caminhos durante o carnaval.

Deixei o rabo lisinho e intacto, não fosse pela impressão física da passagem de uma piroca por ali há poucas horas. Coloquei uma bermuda até os joelhos, camisa social aberta na frente e preparei a mochila com algumas peças a mais, já que o evento aconteceria num sítio com piscina liberada. Peguei toalha, protetor solar e todas aquelas coisas que os pais ficam perturbando pra gente levar. Em poucos minutos, a Sarah, uma colega de 18 anos, deu uma única chamada no celular e esperou, buzinando em seguida.

- Vambora! - gritou da janela do carona.

Eu peguei as coisas, tranquei tudo e desci apressado com uma única mochila nas costas. Vi minha amiga de um lado do carro, o provável peguete dela dirigindo e entrei na parte de trás sozinho.

- Tá preparado, Fabiano?

- Só se for agora! - respondi.

Fomos conversando sobre como convenci meus pais a não viajar com eles e ela riu bastante. Logo de cara, ela me deu uma peruca loira e curta pra usar, porque todos ali estavam com algum tipo de acessório ou fantasia. Ela de tapa olho falso, o amigo motorista só de sunga de praia e óculos escuros, algo que me deixou atento às poucas pegadas dele à rola presa no tecido, com pouco volume. Um par de coxas até que maneiro, porém o rosto do cara não me atraiu, só o corpo. Concentrei-me em não manjar muito e passamos o restante do caminho falando sobre como seria o dia. Ela deixou avisado que um de seus amigos já havia chegado lá e que os amigos do peguete, que tinham um grupo de pagode, também iriam mais tarde.

Chegamos em pouco mais de quarenta minutos no sítio da família da Sarah. Era um espaço aberto e em formato retangular, cercado apenas por uma espécie de armação alta de madeira, com passagem por dois grandes portões de garagem. Duas piscinas enormes, área para camping, quiosque com churrasqueira de pedra e dois campos de futebol, ou seja, aquela com certeza era uma família com certa condição. O casarão, todo em madeira, ficava no meio do terreno. Quando passamos pela entrada, já percebi um carrão estacionado do lado de dentro do sítio.

- É o carro do Mazinho, ó! - ela apontou.

- E não é que o puto já chegou mesmo? Nem dá pra acreditar! - completou o ficante dela.

Ele foi parando com o carro onde estávamos e finalmente desligou o motor. Foi nesse momento que o tal Mazinho surgiu na porta do casarão. Uma música animada tocando no fundo, talvez um samba sintonizado em alguma rádio ou algo assim. Cheiro de churrasco começando ao nosso redor e eu ainda tomando noção do tamanho daquele ambiente, daquela casa, quando o puto veio descendo as escadas de madeira e pulou apressado pra grama. Óculos escuros na cabeça, corpo definido, porém magro e muitas tatuagens impressas ao longo dos braços, ombro e parte do peitoral. Relógio e cordões brilhando em dourado, vestido apenas com um calção de futebol da adidas e dois meiões azuis da nike esticados até os joelhos, pernas meio arcadinhas. Desceu rindo e levantou um braço no ar pra cumprimentar o peguete da Sarah, seu amigo. Só então percebi que havia uma bola de futebol entre suas pernas, ao chão.

- E aí, viado?

- Porra, qual foi moleque? Finalmente arranjou um tempo pros irmão, ein!

- Ah, tá ligado no meu pique!

Deram um abraço daqueles estilo "brother" e em seguida ele abraçou e beijou a bochecha da minha amiga, que sorriu e correspondeu o cumprimento.

- Quanto tempo, Mazinho!

- Demorei, mas cheguei, ogra!

Ela deu um tapinha no ombro dele e riram pela brincadeira. Aí me apresentou.

- Esse é o Fabiano, um amigo lá do colégio.

- Opa, prazer! - esticou a mão e sorriu.

A pele morena clara reluziu no sol, junto com o sorriso do puto.

- Prazer! - respondi.

E apertei sua mão. Ele balançou o aperto.

- Esse é um amigo antigo nosso, Fabiano. Ele que eu falei que joga no sub-20 do Vasco, lembra? Que quase nunca aparece? Então, ele que é o nosso "Ney-Marzinho". - explicou o apelido.

Começaram a rir, só então o moleque soltou nossas mãos. Aí fez um drible rápido pelo peguete dela com a bola nos pés e o provocou com um "ovinho", passando por baixo da perna.

- Tava esperando vocês pra jogar um fut!

Olhou pra gente. Eu não tinha a menor noção de como jogar aquilo, então tentei me livrar.

- Eu não jogo isso, não. Só olho mesmo!

Mas, entrosado, ele insistiu.

- Ih! Qual foi, viado? Hoje tu vai brincar muito com essa bola!

Geral riu alto por conta da piada de duplo sentido, inclusive eu. Fomos entrando pelo casarão da família da Sarah e ela me alertou.

- Não liga pro Mazinho, ele é zoador assim! Tudo isso é saudade, já que ele nunca dá as caras!

- Relaxa, eu sei que é brincadeira! Tô acostumado! - menti.

Seguimos até um quarto de hóspedes situado no primeiro andar e lá ela me alojou, aí desfiz as malas, vesti a sunga de praia por baixo e depois saí pra encontrar todo mundo novamente. Nesse trajeto, respondi aos meus pais no celular.

- "Já acordou? Está de jejum?"

- "Sim, e orando bastante!" - menti.

Estava ficando especialista nas mentiras, inclusive. Sarah estava na beira de um dos campos de futebol, observando seu peguete e o Mazinho ensaiando e disputando algumas embaixadinhas com a bola nos pés. Sentei do lado dela e senti o cheiro de esmalte, aí constatei que, enquanto os via jogando, ela aproveitava pra fazer as unhas.

- Esse vai ser o único chato do dia! - falou.

- Qual?

- Tudo pra esses garotos é futebol!

Achei engraçado e os comparei aos meus pais, que tendiam a terminar tudo em igreja, louvor e salvação. Entre um papo e outro, não consegui tirar os olhos do Mazinho, talvez influenciado pelo fato dele ter aquele Pique de Jogador único, meio moleque e ao mesmo tempo homem preparado e disposto. Imaginei a rotina intensa de treinos e jogos, mentalizei até os banhos quentes que ele devia tomar pra relaxar após uma partida e não consegui mais parar de imaginá-lo correndo nu no campo, a rola pesada balançando de um lado ou outro, os ovos batendo dentro do saco e o suor escorrendo por entre os pelos, os gomos do tórax. Pra completar, o puto tava só com aqueles meiões, sem chuteira, tênis, mais nada além do calção típico de jogador.

Só não arrisco dizer que também sem cueca, porque a estampa da boxer estava de fora pra quem quisesse ver. Parei de manjar somente quando os dois se aproximaram e o peguete da Sarah veio buscar cerveja.

- Vem cá rapidão! - ela pediu.

Ele chegou do lado e, numa brincadeira rápida, ela ameaçou pintar as unhas dele. O cara tirou a mão ligeiro e sorriu.

- Ih, tá maluca? Aí teu amigo, ó! Amigo é pra isso!

E apontou pra mim no meio das risadas. Ela então não se deu por vencida, olhou pra mim com aquela cara de animação e veio com o esmalte vermelho pra cima.

- Deixa, vai?

- Mas pra que? - perguntei.

- Ah, é carnaval! Depois você tira, eu te dou acetona!

Pensei um pouco e não vi o porquê não, mas também não vi o porquê sim. Só que hesitei por longo tempo, quando dei por mim, a Sarah já tava com a minha mão sobre sua perna e partindo para pintar a segunda unha já.

- Você é louca! - ri.

- Vai ficar bonito, você vai ver!

Não me importei e deixei que fizesse. Pra enrolar, continuamos de papinho e eu observando Mazinho.

- Eu ainda não tô metendo com esse boy, mas acho que hoje vai rolar!

- Sério? Achei que vocês já eram íntimos! - menti.

Eu nem pensava nessas coisas ainda, tava só começando.

- Ah, a gente já fez umas coisinhas!

Eles seguiram bebendo e ensaiando toques aéreos e de curta distância um ao outro. Mazinho e aquelas pernas peludas e levemente arcadas, com o tecido das meias cobrindo a maior parte do comprimento de pelos ali presente, comprimindo-os contra a própria pele suada e cheia de melanina. Os músculos enrijecendo diante dos meus olhos pra poder contrair e sustentar todo o peso do corpo de um molecote daqueles, correndo de um lado ao outro só pra poder mostrar o quanto manjava do esporte, esbanjando condição e aptidão física, cheio daquele pique de jogadorzinho que ainda por cima é famosinho, estilo Neymar. Sarah percebeu que não parei de manjar e me trouxe de volta à realidade.

- Achei que você já conhecesse o Mazinho!

- Quem, eu?

- É, não para de olhar pra ele!

Fiquei sem graça, mas ela me tranquilizou.

- Se você gostou dele, vai gostar dos amigos dele também! Anota aí!

Eu ri, mas levei aquilo na piada, já que ela me pegou no momento exato em que eu tava observando o cara jogando bola e correndo com a mala balançando pros lados, pesada no volume do calção, mesmo por sob a cueca. Os dois moleques cansaram de jogar e permaneceram um momento sentados lado a lado na grama, virados em minha direção e ainda revezando bebida. Dois corpos suados e cheios de hormônios masculinos, seminus e expostos diante de mim. Até que levantaram, tomaram uma ducha e se jogaram na piscina.

A Sarah inventou de fazer uns drinques com sucos de frutas e me deu um copo enorme pra provar.

- Eu não bebo, esqueceu?

- Ah, para de graça! Deixou seus pais viajarem pra que, pra não fazer nada?

Ela não quis de volta, insistiu em me dar a bebida.

- Anda, toma logo isso! Vamos brindar ao carnaval!

Estava certa, eu não poderia passar o tempo livre sem arriscar um pouco e me divertir mais. Afinal de contas, só um copo de caipifruta, nada que fosse me derrubar. Provei e, por incrível que pareça, quase não senti o gosto do álcool, só o de limão, que desceu gostosinho e refrescou o corpo logo na primeira golada. Nesse instante, mensagem no celular. Minha mãe perguntando se estava bem, a mesma chatice de sempre, e eu mentindo, sendo que tava tendo meu primeiro contato com o álcool na corrente sanguínea. Sarah saiu pra levar alguns pros meninos e eu fiquei na cozinha, até que escutei a empolgação deles.

- Finalmente, ein! Que demora!

- Olha eles aí!

- Qual foi, qual foi! - uma nova voz tomou conta do ambiente.

Fui até a janela ainda entretido na bebida e não acreditei quando vi aquela cena. O portão se fechando, um tipo de van estacionando ao lado do carro no qual viemos e dois caras de pé, cumprimentando quem já estava no sítio. O primeiro deles, o mais baixo, era pardo e tinha o cabelo e o bigode loiros de descoloridos. Corte do jacá, com as laterais mais baixas que o meio, risco numa das sobrancelhas e o mesmo pique do Mazinho, com cordões, anéis, relógio de pulso grande e até um chapeuzinho de sambista malandro numa mão. Camiseta jogada no ombro, uma barriguinha de nada e, mesmo à uma certa distância, notei a marca dos chinelos nos pés já descalços. Short de tecido fino e branco, um braço fechado em tatuagens e parte do peitoral também. Eu fiquei hipnotizado e me dirigi lentamente até onde eles estavam, observando o tal grupo de pagode finalmente chegando ao sítio da família da minha amiga.

- A gente pegou um engarrafamento na Brasil, tava tudo parado, viado! Ali mais ou menos na altura de Bangu! - o baixinho foi gesticulando no maior jeitão de cafuçu de morro.

Eu nem precisei de subir a favela pra saber que todo aquele comportamento era próximo do mesmo técnico hidráulico que apareceu lá em casa na manhã anterior. Os mesmos gestos e atitudes do entregador meio bêbado e atrasado que surgiu de madrugada e comeu o meu cabaço. Por que, afinal de contas, esses tipos de homens desinibidos acabam se ligando tanto às questões sexuais?

- A carne já tá na brasa, a cerva estalando! - Sarah falou.

- Trouxemos umas parada aí pra ajudar! - o segundo rapaz completou, o tom de voz firme e meio cantado, sério.

Mais alto que o amigo parado ao seu lado e um pouco mais claro que ele, mas ainda mulato, como numa cor de café. Estilo latino, porém das pernas peludas, algo que olhei de imediato. Não peludas de maneira desordenada e sim deliciosa, com pelos negros, fartos e bem distribuídos pelas faixas torneadas de músculos. Bermuda de algodão e também sem blusa, com uma trilha linear de pelos no meio do peitoral, descendo pelo caminho da perdição, ou paraíso. Dois pezões em chinelos 44, onde estava a base que sustentava a estatura mediana e o peso de quem frequenta academia pro famoso "projeto verão", todo na ginga de sambista. Ele já chegou com um latão de cerveja aberto e rindo à toa, uma cara que só de putão safado. Brinquinho parecido com diamante numa orelha, boné pra trás e um pouco do estilo de garotão e macho pronto ao mesmo tempo, talvez em seus 25 anos. A barba somente ao redor do rosto, baixa e sem bigode.

- E aí, Saulão, beleza?

Saulo cumprimentou Mazinho e deram uma batida de ombro no ombro. Sarah aproveitou pra me apresentá-los, começando pelo primeiro e também mais baixo, o de cabelo descolorido pro carnaval.

- Andrey, esse é meu amigo Fabiano. Fabiano, Andrey. Ele que toca tantan e tamborim na roda de samba!

Estiquei a mão e ele apertou. Como parte do charme de pagodeiro, deu um riso de canto de boca e piscou só um olho.

- Prazer, chapa!

- Prazer! - respondi.

Em seguida, foi a vez do Saulo, responsável por vocal e surdo dentro do grupo. Ele apertou rapidamente minha mão e pareceu não muito interessado em tanto contato, ou, de repente, só estivesse apertado pra ir ao banheiro, já que, disfarçando, percebi umas gotas de umidade em seu short de algodão, bem na virilha, fora o fato de que já chegou bebendo. Eles então foram até a parte de trás da van e começaram a descarregar algumas bebidas e instrumentos musicais. Fiquei um pouco perplexo pela presença daqueles dois machos ali, ainda mais depois de já conhecer o Mazinho e ver o quão suculento o moleque era. Quando comecei a me pegar pensando no quão delicioso deveria ser pagar-lhe um boquete, chegaram mais dois cafuçus. Aí, pra dar a Cereja do bolo, notei que eles passaram com as coisas e cochicharam algo.

- Tá ligado, né?

- Porra, tá vendo!

Além de curioso e muito excitado por sentir o fogo deles se alastrando pelo terreno e pela atmosfera do sítio, minha mente ainda não havia se recuperado dos três machos atraentes ao redor. Foi nesse momento que a porta escura do motorista abriu e saiu um terceiro integrante ainda não anunciado do grupo de pagode.

- OLHA ELE AÍ! - minha amiga esbravejou e seu peguete também.

O mulato era mais escuro que os dois primeiros, além de pouco mais barrigudo e risonho, e já saiu da van sorridente. Estava com uma camiseta sem mangas do Flamengo, time de futebol, e isso revelou braços fortes, de alguém que já malhou bastante, desenvolveu bíceps grossos, mas não era relativamente magro. Alto, careca, de short e todo grande, parrudão, do tipo que até os ossos são largos e grossos. Aquele cara que você olha e pensa que deve bater um pratão de comida pra manter a força, assim como foder deliciosamente bem, em contato completo com o corpo e dominando o que lhe pertence. Aparência de uns 32 anos, pernas firmes e com poucos pelos, pés rentes ao chão. Foi ele. Esse puto que olhou pra mim antes mesmo de olhar pra Sarah ou pro ficante dela. Num curto segundo de duração, o cafução me viu, sorriu e só então parou pra zoar os amigos que muito provavelmente não via há algum tempo.

- Finalmente um encontro, ein Negão?

- Tava na hora já, fala tu? - respondeu.

Uma voz gostosa, do tipo que dá vontade de ficar escutando num fone de ouvido. Imaginei aquele puto falando várias putarias na minha orelha e o cu piscou firme, eu ainda de pé e bebendo da caipifruta que minha amiga havia feito. Aí ele me encarou de novo, como se me conhecesse e esperasse até que fosse finalmente apresentado. Até tentei lembrar de alguém, porém tive certeza de que éramos novos um ao outro. Ele veio conversando com meus amigos e, quando chegou onde eu tava, me cumprimentou todo alegre.

- Esse aqui é quem?

- É meu amigo Fabiano. Fabi, esse é o Rodrigão, vocal e cavaquinho do grupo de pagode!

- Olá! - respondi.

E estiquei a mão.

- Fabi? - ele repetiu sem deixar de olhar nos meus olhos, segurando firme minha mão.

- Sim!

- Prazer! - aí balançou o braço. - Rodrigo Negão, ao seu dispor!

Fiquei um pouco sem graça e aí minha amiga fingiu bater nele como punição por me zoar.

- Tu não muda mesmo, né, Rodrigão?

Ele só continuou gargalhando e caminhando pra varanda do casarão com ela e o peguete dela, todos carregando algumas coisas. O Negão continuou falando alto.

- Hoje eu só brotei porque falaram que ia rolar uma rabada, ein, moçada!

De dentro da casa, Andrey apareceu esfregando as mãos e rindo. Os cabelos e o bigode loiros cor de gema, o chapéu de malandro de lado na cabeça, bem faveladinho, além de alguma coisa tatuada no antebraço. Riu bem puto, ajeitou um cigarro atrás da orelha bem malandrão e olhou pro Rodrigão. Saulo apareceu junto, porém ignorou, retornando à curta arrumação pós chegada.

- Cês não tomam vergonha mermo, ein! - reclamou.

Fiquei sem entender, imaginei tratar-se de piada interna, então não dei muita bola. Só então lembrei de ajudar a carregar as coisas da van e fui percebendo que minha noção de direção e sentido estavam ficando diferentes, um pouco lentas, como se estivessem ligeiramente arrastadas. Era o começo do brilho alcoólico, uma vez que eu nunca havia consumido qualquer forma de álcool até então. Ao passar por mim, Rodrigo me olhou e perguntou se estava bem.

- Acho que estou ficando bêbado! É a primeira vez que eu bebo! - confessei.

Aí ele sorriu sem vergonha e veio encostando nos meus braços pra me ajudar a ficar de pé, embora eu não tenha dito que iria cair. Sem qualquer pudor, só nós dois naquele momento de idas e vindas entre o automóvel e o imóvel, ele não teve qualquer escrúpulo em olhar em mim, apertar um pouco meus braços finos nas mãos enormes e jogar na minha fuça.

- Tá perdendo o cabacinho da bebida ainda, moleque?

Eu soube que com certeza era uma gíria sobre o fato deu começar a beber só naquele instante. Mas a maneira como foi CUSPIDO EM MIM, o jeito com o qual, sem qualquer intimidade ou necessidade, um macho ME SEGUROU e mandou aquilo bem na lata. A maldade nas palavras escolhidas. Tudo me fez bambear as pernas, eu poderia até mesmo cair, não fosse a salvação pelo álibi final. Da parte traseira da van, a porta de correr abriu e saiu o quarto e último cafuçu integrante daquele grupo de pagode. Rodrigão me soltou e fomos retornando à tarefa, mas ambos virados em direção aquele novo macho não apresentado. Este, por sua vez, pulou do parapeito do automóvel, que chegou a abaixar antes de levantar. Caiu pisando firme com os pés no gramado, ficando de pé e constatando o equilíbrio sobre o solo. Uma cara amarrotada de sono, a pele em níveis infinitos de melanina acima de todos os outros homens presentes ali até então e uma carinha de chapado. Um filho genuíno da noite, de braços abertos ao ar e se esticando todo pra despreguiçar-se, deixando evidente que passou a viagem dormindo e somente agora despertou do sono necessário pra deitar um molecote daquele porte, daquele tamanho. Quase 2 metros.

- UUGHHhhh! - abriu o bocão e bocejou bem alto.

Ainda levantou quase na ponta dos pés pra alongar todo o restante do físico de macho que desperta. Tórax trincado, pernas peludas, definidas e fixas em sustentar tanta gostosura. Os lábios e os mamilos tão escuros quanto o restante da pele. Não precisei de perguntar qual era o papel daquele cafuçu no grupo, bastou olhar as mãos enormes e fechadas, suspensas no ar, pra ter a certeza de que ele gostava bastante de dar uns tapas no couro dos instrumentos de percussão.

- Isso é hora, primo!? - reclamou o Negão.

- Pô! - o dorminhoco começou. - Tava mortão!

Foi quando percebi que, como todo homem, aquele ali também estava suscetível aos estímulos e instintos biológicos do corpo. Acabou de acordar de uma soneca, provavelmente não foi ao banheiro antes de sair e agora levantou doido pra mijar, com a bexiga cheia e a piroca muito da inchada. Ainda se despreguiçou, deixando evidente um volume avassalador na espécie de samba-canção que estava vestindo como se fosse short, mas deu pra ver que estava de cueca, caso contrário, aquela vara teria atravessado o tecido, eu, a área do sítio e o resto da região. Sarah apareceu nesse instante.

- Ih, o Rafael veio também? - brincou.

- Mentira, até o Soneca brotou!?

Aí vieram cumprimentá-lo.

- Tava cheio de sono! Foi mal! - falou todo zonzo e quietinho na dele, o tom de voz baixo, apesar do tamanho grotesco.

Daquele porte todo e a voz quase passando despercebida após se esticar e bocejar. Aí pegou algumas coisas na mala e veio andando devagar, como se não tivesse acordado completamente. A vara toda marcada e apontada, mas o cafuçu nem aí. Ao passar por mim, minha amiga nos apresentou.

- Fabiano, esse é o Rafa, primo do Negão, e mais conhecido como Soneca. Ele e o Mazinho tocam pandeiro no grupo.

- E aí, beleza?

O mavambo apertou minha mão com o mãozão enorme e quase engoliu tudo, porém sem usar de muita força.

- Tranquilo, e tu?

- Tudo jóia.

Só depois de tantas apresentações, em pouquíssimos minutos cercado de tanto homem bom e gostoso, que fui voltando a mim e tomando a consciência de tudo que poderia acontecer a partir daquele momento. O instante exato no qual pisei no mesmo chão que aqueles cinco cafuçus e compartilhei do fogo disseminado no ambiente. A pele esquentou, o brilho da bebida continuou e eu não parei mais de soltar o copo, toda hora sendo enchido pela Sarah. O sábado de carnaval tava só começando.

Depois de ajudar os rapazes, sentei na beira da piscina com minha amiga e continuei bebendo. Os pagodeiros foram ajeitando os instrumentos, testando alguns e conversando entre si. Mazinho não fazia parte do grupo, mas seguia a linha jogador de futebol que também era pagodeiro, dando uma pontinha no pagode sempre que podia, fosse no asfalto ou na favela de onde veio. Mesmo tocando pandeiro como o Soneca, era este o principal responsável pela percussão, como imaginei pelo tamanho das mãos.

- Tu pega e bate por aqui, ó! - escutei de longe.

Ele espalmou a mão toda no couro de um atabaque e bateu firme, aplicando uma força que, por qualquer razão ou causa aparente, interpretei de forma tão sexual que até pisquei de tesão. Sarah então viu que não estava prestando atenção nela e me trouxe à realidade, como sempre.

- Eu não te falei, Fabiano? A lá, não consegue parar de olhar!

- Para de graça, garota! - ri.

Os caras eram TODOS muito atraentes. Desde Andrey, o mais baixo, até Rafael, o mais alto. Passando pelo Saulo, o mais peludo, pelo Rodrigão, o mais parrudo, e até pelo Mazinho, mesmo ele estando mais pra jogador. Muito embora houvessem mais semelhanças do que diferenças, começando pela cafuçaria compartilhada entre os cinco, pra mim cada um tinha o seu ponto forte principal, mesmo se tratando de similaridades. Andrey era o mais favelado, tanto pelas tatuagens, sobrancelha riscada e cabelos loiros, quanto pelo jeito solto e despreocupado, um olhar meio de quem apronta na encolha e come quieto. Ele tava conversando com o Rafael antes de entrar na piscina e, quando saiu, nem se importou com o short branco ficando transparente depois de molhar. E o melhor é que o puto percebeu que isso aconteceria, ainda estava sem cueca por baixo e ignorou a piroca mediana marcada, avolumada e até levantada contra o tecido fino e colado na pele, ele rindo como se fosse engraçado estar com o físico exposto diante de todos. Ainda passou as mãos pela cabeça e mostrou os pelos dos sovacos também descoloridos, no maior estilo molecote de morro.

- "Axilas pintadas, barba, cabelo e bigode também. Será que.." - perguntei-me mentalmente.

Abaixo do umbigo, a trilha de cabelinhos loiros me deu a resposta imediatamente, enchendo a boca d'água para descobri-lo, desvendá-lo e deixá-lo respirar cara a cara comigo. O Soneca, por sua vez, saiu da van de pau durão bem na minha frente, se despreguiçou e teve a OUSADIA de vestir uma sunga de praia pra mergulhar, totalmente ciente de que a caralha ficaria visível a todos nós. E foi o que aconteceu, ele apoiou aquele corpaço na mínima escada da piscina e saiu com a vara despontada no elástico, os ovos mais do que delineados, desenhados e alinhados lado a lado. Pelinhos subindo e chegando ao umbigo, me convidando a permanecer olhando. Pra não falar das coxas molhadas.

- Ah, vai me dizer que você não daria pra nenhum deles, Fabi? - Sarah perguntou.

Esses pensamentos deixaram minha mente tão quente quanto a bebida descendo, misturando-se à animação de estar num sítio cercado de homens. Isso foi resultando num tom anormal de tensão ou calor por conta da disposição de pessoas dentro de um mesmo ambiente. Ou então, talvez minha mente sem noção estivesse reparando demais no fato de haver somente uma mulher ao redor de tanto homem, sendo que isso não tem nada a ver com nada. Eu estava cheio de tesão, óbvio, porém algo me disse que não seria divertido brincar com aqueles caras da mesma maneira com a qual arrisquei sentar no entregador no dia anterior, por qualquer motivo que fosse. Pensando nisso, respondi a zoação que a Sarah fez.

- Esses caras são todos gostosos, amiga!

Ela riu e até concordou.

- Nem fala, viado! Eu já fui doida pra dar pro Soneca e pro Saulo! Só imagino o tamanho da piroca desses dois!

- Porra, nem brinca!

Olhando macho, bebendo caipifruta na beira da piscina em pleno carnaval e conversando sobre fogo no cu com uma amiga de colégio. Isso porque, pros meus pais, eu tava orando, jejuando e vigilando.

- Nessas horas eu te invejo! - falei.

- Só porque eu tenho pepeca, né? Para de graça!

Ficamos rindo só na nossa enquanto seguimos observando machos. Rodrigão passou conversando com o Saulo e todos já estavam com copos nas mãos e bem ambientados, instalados no sítio e rindo a toa. Os dois também deram um mergulho na piscina, bem na nossa frente, e saíram pra jogar bola. Ambos molhados, as pernas do Saulo ficaram ainda mais atraentes com os pelos úmidos, pra não falar da marca de sunga do safado e dos pentelhos quase que saindo pra respirar. Os sovacos também fartos, só pensei no delicioso cheiro de macho por ali. Uma mala tímida, ao contrário do volume na bermuda do Negão.

- Bora bater uma bolinha, flamenguista? - Mazinho os convidou da beira da piscina.

- Só se for agora, meu pato!

E foram até o campo pra tirar time. Enquanto isso, eu e Sarah também fomos mais pra perto, porém ainda conversando.

- Vou te mandar a real, eu acho que todos esses caras devem curtir um viado!

- O que? - me assustei.

- De verdade, Fabi! Não que todo cara seja assim, mas sei lá, eles são todos marrentinhos, vivem nesses pagodes da vida e tão sempre se zoando de um jeito ou de outro com essas coisas!

- Se zoando?

- Sim, um falando que vai comer o outro, mandando ajoelhar e mamar, mas sempre naquela de que "é na sacanagem", sabe?

Pensei e imaginei a cena de qualquer um deles dizendo que me comeria, mandando eu me ajoelhar e preparar pra chupar vara. O cuzinho tremeu e o corpo esquentou junto ao calor do terceiro ou quarto copo de bebida.

- Eu não duvido nada que, na hora do aperto, eles não fiquem na mão. Sem brincadeira!

- Ah, que isso, Sarah? Os cara são um grupo de pagode, devem ser famosinhos. É só estalar o dedo que chove mulher querendo dar!

- Mas é aí que tá, Fabi! Mesmo tendo mulher querendo dar, esses caras não conseguem se livrar de todos os vícios. Tô dizendo isso porque eles tão sempre zoando o Negão nesse sentido!

Mazinho, Soneca e o namorado da minha amiga jogariam contra Rodrigão, Andrey e Saulo. Depois de tirarem os times, os capitães ainda se desafiaram.

- Qual foi, falaram que tu ia apostar tua bunda lisa hoje, é papo reto?

- Ih, qual foi? Tá me gastando, é? Negão da melancia!

A resposta do jogador fez todos ao redor rirem. Eu prestei bem atenção e fiquei curioso, mas ainda pensando nas coisas ditas por ela e no que estava acontecendo. Mesmo entre brincadeiras, eles tinham a necessidade de terminar tudo em cu, independente do teor e do ambiente. A sodomia estava presente no sangue daqueles homens, a fome indo desde as piadas até às apostas indecentes e sem qualquer pudor, na frente de qualquer um. Comecei a me perguntar se, por qualquer razão, aqueles machos já não fossem todos muito bem iniciados em comer viado e eu que estava sendo inocente em não maldar isso em cada gíria, cada gesto ou comportamento sexualmente explícito e disfarçado de brincadeira, piada entre amigos, etc. Mesmo a Sarah desconfiava disso e eu jamais considerei a possibilidade. Só agora poderia imaginar, ainda mais sendo todos pagodeiros, um deles jogador de futebol, todos com aquele pique de estrela, o famoso "naipe" de artista. Todos filhos do samba e frequentadores de pagodes, bares, Lapa, vida noturna e por aí vai.

Os cafuçus apostaram 100 reais como se nada fosse, existindo aquela rivalidade entre os capitães Mazinho, o vascaíno, e Rodrigão, o flamenguista. Eu e minha amiga ficamos ali bebendo e observando seis machos brincando de se enfrentar, investindo tempo, esforço físico, energia e disposição em mostrar o que sabem. Vez ou outra, na hora de marcar e cercar alguém, o próprio Rodrigo ficou gastando os amigos.

- OLHA O NEGÃO DA MELANCIA! CORRE!

E todo mundo rindo e se concentrando em jogar sério. Às vezes vinham tomar algum gole de alguma coisa, mantendo a sinergia alcoólica que começou desde o momento em que Sarah fez a primeira rodada de drinques. Eu já tava bebendo cerveja e, mesmo fazendo cara feia pelo gosto amargo, o choque inicial durou bem pouco.

- Quem te viu, quem te vê, ein crente!? - ela me zoou.

- Ah, mentira que tu é crente? - Negão não acreditou. - E tá enchendo a cara assim? Tu é crente do cu quente, né, novinho?

Todo mundo gargalhou, menos o Saulo, que só riu na dele e continuou bebendo. O time do Mazinho ganhou e ele teve que zoar os amigos.

- E aí, quem vai ser o primeiro a me dar a bunda?

O grupo riu e o jogo se transformou numa conversa aberta. Uma roda de mavambos sentados ao nosso redor, nos cercando e quase blindando da corrente de ar de fora do círculo. O vento que entrava atravessava as linhas de seus corpos suados e quentes pelo futebol e trazia pro centro o forte cheiro da mistura de suor e cansaço, me deixando inebriado e bêbado ao mesmo tempo, tanto de álcool quanto de homem. O cuzinho piscando à cada brincadeira chamativa do Rodrigão, todo mundo cada vez mais próximo e bem à vontade, até a hora que pegaram alguns dos instrumentos e iniciaram uma batucada gostosinha de samba. Surdo entre coxas peludas, logo abaixo de uma mala chamativa, pandeiro tomando porrada de uma mão enorme e deliciosamente grossa, cavaquinho tendo a curva abraçada quase que na axila peluda de um latino com cara de intolerante, uma voz masculina entoando o ritmo e um molecote marrentinho e metido a jogador de futebol esfregando a cuíca. Eu não aguentei de tesão, me senti rendido e Sarah percebeu isso, me puxando até a cozinha.

- Viado, tu tá passando mal já! Por que não chega logo num deles?

- Tá maluca, amiga? Você ainda tem a pepeca, eu só tenho um cu! Se quebrar, eu vou fazer o que, consertar? Pedir pra costurarem?

Ela riu mais do que esperei e percebi que eu tava mais alegre do que imaginei. Pegou umas frutas e voltou a fazer mais drinques de suco misturado com vodka. Serviu alguns pra nós e levou o restante lá pra fora. Foi nesse momento que, andando pelo gramado de volta até à roda de samba e sentindo o calor da grama no solo, escutei o ritmo dos instrumentos abandonando a vertente sambista e distingui uma batida semelhante ao funk. Rodrigão começou a cantar os versos da música de um MC e o resto do grupo acompanhou.

- É hoje, ein! É hoje, ein!

- Ah, não! - minha amiga não se aguentou. - Vem, viado! Vamo!

Deixou os refrescos na mesinha próxima de onde todos estavam, se posicionou um pouco mais à frente e, com as mãos rentes às coxas, começou a rebolar a bunda sem qualquer inibição, totalmente levada pela energia disseminada no momento.

- Vai rolar uma putaria na casa do Tio Will!

Sarah pôs as mãos nos joelhos e, empinando a bunda, subiu e desceu com o quadril certinho no ritmo entoado pelos amigos.

- Vem, viado! É fácil!

Parei do lado dela sem saber o que fazer, perdido. Ela me olhou e foi curta e grossa.

- Finge que tem alguém na sua frente e que você só pode meter sem mexer o corpo!

- Como assim? - não entendi nada.

- Finge que tá trepando, mas só pode mexer o quadril! Vai!

Sem pensar, coloquei as mãos da maneira que ela ordenou e tentei repetir os movimentos, porém sem sucesso.

- Eu não sei dançar isso!

- Claro que sabe! Olha aqui, ó!

Aí conduziu minha cintura num sobe e desce guiado apenas pela curvatura das ancas. Ainda fez um jogo de joelho que ajudou a quebrar de um lado pro outro, revezando na primeira rebolada que dei na minha vida, totalmente inexperiente e torto, inadvertido sobre como dançar funk.

- ISSO, CONTINUA! - ela berrou.

Tentei continuar, mas não tive coordenação. Enquanto aguentei, rebolei direitinho na ordem da Sarah e conforme os cafuçus bateram na percussão pra me guiar, totalmente orgulhoso pelo que fiz. Pra completar, ainda estava diante deles, sendo visto e avaliado. Foi nesse momento que, olhando pro chão ao dançar, me liguei nas unhas pintadas de vermelho. E aí me dei conta da peruca que ainda estava usando, emprestada da minha amiga, e que esqueci de remover. Entre outras palavras, eu tava uma moça e com a bunda na cara de cinco mavambos. Andrey, o mais baixo, não resistiu e veio dançando naquele estilo de passinho propício do morro, intercalando as passadas, mexendo os ombrinhos e rabiscando os pés no gramado. Saulo o acompanhou e os outros permaneceram batucando para os amigos e nós dançarmos. Entre os versos das músicas, escutei Rodrigão jogar diversas piadas e fiquei cada vez mais solto na dança.

- Que isso, faz assim não!

Não soube se eram pra mim ou pra Sarah, então não respondi, só aproveitei o benefício da dúvida.

- Isso, joga com força, vai! Isso!

À cada rebolada, uma cantadinha baixa e disfarçada nos ritmos.

- Quica pro pai, quica?

Eu não consegui mais discernir entre resistir às palavras dele, dançar, manter o equilíbrio e controlar as piscadas no cuzinho latejando. Todo o calor provocado pelo álcool e pelo Negão me trouxe a necessidade de mijar, mas foi justamente na hora em que o perdi de vista. Não sei pra onde ele foi, porém foi só chegar ao corredor dentro da casa, rumo ao banheiro, que a porta do mesmo abriu e Rodrigão saiu de lá. Ao me ver, sorriu e, já sem blusa, até encolheu um pouco a barriguinha de cerveja e estufou o peitoral que já era dividido.

- Que isso, ein novinho! Sarneou no funk!

Sem graça pelo elogio, sorri.

- Valeu! Aprendi agora também!

Só nós dois, cada um de um lado, um de frente pro outro.

- Tava perdendo o cabacinho da dança também, né, safado?

Outra vez ele mandou na lata, sem dó ou vergonha na cara. O corpo quente e suado perto do meu, um cheiro gostoso de homem à vontade e eu sem saber o que responder.

- Tu malha, né? - perguntou.

- Malhar de academia? Não, por que?

O Negão arregalou os olhos e continuou respondendo com o tom de voz baixo, como se o conteúdo de nossa conversa fosse comprometedor.

- Porra, tu mexeu a raba namoral lá fora, tá ligado!? Pensei logo "esse moleque deve malhar pra saber fazer essas parada!"

Aquelas gírias, o hálito de álcool e o jeito de falar gesticulando estavam me inebriando mais do que a presença em si, tão próximo. Aí ele deu a primeira pegada de leve na mala e me deu a sensação de que uma simples conversinha de corredor estaria durando mais tempo do que deveria, toda dialogada em tons de malícia de alguém que possui intenções, porém as esconde.

- Que nada, eu só tô meio louco mesmo!

- Ah, tô ligado! Por isso que tu tá soltinho, né?

Não me deu tempo de pensar.

- Também me amarrei no visual, viu?

E puxou uma mecha loira da peruca que eu tava usando.

- Só faltou tu botar uma calcinha, novinho! Aposto que ia ficar o bicho!

Se já estava sem palavras, agora fiquei totalmente sem reação. Mas até pra isso ele tava preparado.

- Fica sem graça não, olha pra mim! - pediu.

E, com a mesma mão que insistiu em mascar a mala na bermuda, puxou meu queixo pra me obrigar a encará-lo. Aquele toque, a intimidade brusca e a ordem do cafuçu mexeram totalmente comigo.

- Tu é muito tímido, né? Deixa eu te mostrar um bagulho!

Tirou um celular do bolso e começou a mexer sem me dar muita atenção, mas continuou falando.

- Vou te mostrar porque me zoam de Negão da Melancia!

Cercado no canto do banheiro, um macho enorme e com o braço apoiado na parede onde me enquadrou e começou a dar em cima na cara de pau. De repente, todas as coisas que a Sarah comentou começaram a se confirmar na minha mente. Minhas pernas bambearam um pouco, só que não foi exatamente por animação, e sim um pouco de apreensão. Primeiro eu tava doido pra sentar em cada um dos machos, mas talvez por pensar que isso não seria possível. Agora, com a verdade sendo exposta na minha cara e agindo diretamente no meu corpo, só consegui imaginar aqueles cinco homens me dividindo em pedaços e rasgando de tanta fome de curra, totalmente familiarizados, acostumados e viciados nos desejos carnais e pecaminosos do mundo, habituados a se perderem de tesão dentro de outros corpos, nas entranhas anais de outros caras que curtiam levar pirocada. Do caminho que comecei a trilhar apenas no dia anterior, aquele grupo ali era construtor, que ajudou a botar cada tijolo que atravessei. Eu todo ingênuo e pensando que o mundo era ingênuo junto comigo, porém separado deles por anos de distância, eras de experiências e marcas vivas de histórias pelo corpo. De peruca, unhas feitas, bêbado, dançando funk e doido pra aprontar uma com algum daqueles negões, esse era eu. O cu assado por apenas um motoqueiro piscou e eu não relaxei mais. O medo foi real e um frio me desceu na espinha, afinal de contas, estava cercado e de cara pra axila de um negão abusado e sem nenhum pingo de vergonha na cara.

- Uma vez.. - ele começou a falar. - Eu e essa gangue aí fomos pra um pagode lá na puta que pariu de longe, tá ligado? A dona pagou só metade e meteu um caô que ia pagar o resto depois. Quem acredita nisso?

Virou dois goles de bebida e prosseguiu.

- Acabou que a gente se apresentô e, depois que o show acabou, caiu um temporal que não acabou mais. E lá era sítio igual aqui, ficou tudo enlamaçado, se ligô? Não conseguimo meter o pé, ficou geral boladão!

Eu ainda não consegui ver como uma melancia entraria na história, até que ele virou a tela do celular e mostrou a imagem que ficaria na minha mente por muito tempo: a fruta em questão, bem grande, verde e intacta por fora, não fosse por um rombo em formato cilíndrico, cuja boca era larga e expunha todo o corpo interno e vermelho da melancia para o exterior. Entre outras palavras, alguém havia enfiado alguma coisa ali, da mesma forma que se abre um coco com aquele abridor metálico, só que, no caso, eu soube bem o que havia causado aquilo. Pra completar, duas mãos negras enormes segurando a melancia por completa, deixando evidente o domínio ante o pobre vegetal e ao desejo carnal de um cafuçu faminto. A ponta de um sacão preto e pesado no topo da imagem e muito suco misturado com grande quantidade de gala quente derramada no chão. O que eu senti? Diante de mim, um macho me mostrando até onde poderia ir sua vontade de luxúria, a ponto de foder uma fruta com o caralho grande e grosso que tinha entre as pernas, simplesmente porque estava com vontade, muito tesão e uma mera punheta não faria jus àquela sensação.

- A gente tinha bebido muito depois do show e tivemos que esperar o pé d'água cair, ilhados dentro de um armazém cheio de fruta. E eu tenho um problema, novinho, que quando eu bebo..

Aí afastou o elástico da bermuda e alisou a fartura de pentelhos que culminavam na base grossa de um caralho flácido, ESPESSO e com uma veia enorme já no começo.

- Eu fico tarado em foder, se ligou? Em cuzinho eu já sou galudo, quando bebo então! Aí que não posso ver uma fruta!

Pra ilustrar a situação, virou mais dois goles cheios da bebida, deixando nítido que ficava encaralhado com o álcool e estava ali me contando isso e enchendo ainda mais a cara, pronto pra dormir no mesmo sítio que eu, debaixo do mesmo teto.

- Só que tava só eu e meus parcero! Um pé d'água da porra caindo, eu de piroca envergada assim, ó!

Gesticulou como se o antebraço representasse o membro ereto e o levantou envergado com o punho pra cima, todo veiudo e grosso.

- Tarado num cu! - começou a enumerar. - Já tava boladão de pau duro com a dona do lugar. Olhei pra um lado, olhei pro outro, falei "vô taca vara nessa porra sem frescura!". Eles não botaram fé, eu botei o ferro! Coloquei essa caralha aqui pra fora, ó! Abri a casca dura da melancia na boca mesmo, já tava com fome que só. Aí soquei o resto da piroca sem dó!

Rodrigão começou a rir, se orgulhando do feito quase heróico de tesão.

- Em menos de dois minutos, já tava esfolando a porra toda, o saco batendo do lado de fora e o suco de piroca escorrendo no meu ovo, descendo pelo pé!

Parado no canto do banheiro por um negão pirocudo e que tava me mostrando as fotos do dia em que, encaralhado, meteu com tudo numa melancia. Isso mesmo, um negão adulto e capaz de algo tão sexualmente primitivo e piranho quando o quesito tara e tesão estavam envolvidos, habilitado pra transar com um vegetal, gozar dentro e, como se não bastasse, tirar fotos e me mostrar, ao mesmo tempo em que não tirava a mão da bermuda, da própria rola, mascando aflito, provavelmente por relembrar o tesão que sentiu quando registrou aqueles momentos de safadeza na frente dos amigos de sempre. Roubou uma melancia enorme, fez um buraco e comeu com a caceta. Fodeu até deixar arrombada e aberta, com um oco provocado pela arrogância e pelo diâmetro de uma vara pesada, provavelmente cabeçuda, roxa e torta. Minhas pernas tremeram. Meu cu pegou fogo mais do que no dia anterior com o motoqueiro, só que eu soube naquele instante que não podia dar mole, principalmente depois de ver o que vi, mesmo achando já ser tarde demais. Talvez, só por já ter dado trela de ouvir aquele negão piranho e com jeitão de lobo mau, já tivesse caído no papo dele de predador ludibriando a presa. Lembrei que ainda estava no meu controle de dizer não a qualquer proposta, qualquer vontade ou fogo do momento que viesse a romper meu ânus futuramente, me concentrei e tentei voltar a mim.

- Olha, eu entendi o apelido, mas eu não curto. - menti na cara de pau.

O cu tornou a piscar e quase contorci o corpo pra não ser pego no flagra. Eu sabia bem que aquele macho faminto estava esperando uma resposta positiva de que sua caceta teria um abrigo aquela madrugada, seus olhos de putão não domesticado me disseram isso. Eu até tava entregue, mas o perigo foi evidente quando vi o estrago deixado na melancia. Aquele não poderia ser o meu rabo, então eu não tinha outra opção, senão negar transa ao cafução gostoso.

- Não curte o que?

- Dar o cu! - respondi sem medo.

Ele voltou a olhar pro celular e riu. Aí puxou outra mecha e olhou minhas unhas.

- Não curte, né?

- Não, eu só deixei a Sarah me fantasiar pro carnaval. Nem sei dançar funk, só tava tentando também!

Ele não desistiu de cara.

- Nem uma linguadinha nesse cuzinho tu nunca tomou?

- Nunca, eu-

Foi quando um flash na minha mente trouxe o momento exato em que o motoqueiro atrasado enfiou a língua no meu rabo antes de comer meu cabaço.

- Eu nunca fiz nada! - engoli outra vez a seco. - Nunca experimentei essas coisas!

- Ah, então quer dizer que tu ainda é cabacinho até nisso? Tu pode dar o cuzinho sem se explanar, novinho! Eu não conto pra ninguém! - riu.

Senti que precisava de finalizar logo aquele assunto, se não acabaria colocando meu cu na reta da vara dele e todo esforço iria por água abaixo.

- Olha, você já tá sendo chato, Negão! Não tenho porquê ficar falando dessas coisas contigo!

E virei pra sair. Ele então ficou mais sério e voltou à postura normal, preparando-se pra sair dali junto comigo.

- Poxa, foi mal, mano! Desculpa ficar insistindo nisso, é que eu sou mó galudão em rabo, tá ligado? Te vi todo assim, pensei que tu curtisse tomar uma gozada no cuzinho de vez em quando! Fiquei até animado, ó!

Sem rodeios, desceu de vez o elástico da bermuda e me mostrou sem pudores uma caralha meia bomba e comprida, passando lá dos 18 centímetros, além de grossa, daquelas que mesmo flácidas já são cilíndricas e bastante volumosas, pra frente, acompanhada de um sacão tímido em baixo, com ovos enormes, sendo o esquerdo mais pesado que o direito. Mesmo com o prepúcio, pude ver a ponta rosada da cabeça da caralha, que ainda tava úmida e pingada do último mijo daquele cafuçu delicioso. Pensei que era do tipo que ficava roxa quando crescia e a boca encheu d'água, porque aquela ali era uma vara capaz de dar prazer até mesmo à uma baleia sem muita dificuldade. Ele ainda fez questão de puxar um ovo e me mostrar todos os atributos fálicos que tinha, desde os pelos até à visão nítida de todo o órgão reprodutor avantajado, com uretra marcada, puxão na pele e a visão inicial do cabeçote lustrado e já se tornando cada vez mais roxo. Deu aquele risinho de canto de boca e, num segundo que passou rápido, o Andrey, que foi o baixinho cacetudo que entrou na piscina só de short branco, sem cueca por baixo e a vara grossa e pentelhuda loira marcada, parou ao nosso lado, num aparecimento repentino.

- Ih, qual foi que cês tão tramando? Só na butuca né?

Olhou pro Rodrigão e deu um risinho de canto de boca também, como se já o conhecesse e soubesse do que era capaz de fazer quando o assunto era cuzinho.

- Nada não, meu parceiro! Tava só desconfiado de uma parada, mas o irmão aqui já explicou tudo, né não!?

Ele disse isso pro amigo, mas olhando na minha cara e rindo, com um semblante de ironia, como se não tivesse acreditado em nada do que falei. Pensei um pouco e fiquei admirando a visão de um negro com cabelo descolorido ao lado de outro enorme, ambos num canto comigo, falando baixo como se o conteúdo da conversa fosse proibido. Eu fiquei bastante excitado. Pra completar, o Rodrigão tirou a mão que tava alisando os próprios pentelhos e levou devagar à minha boca, brincado com o lábio inferior. Os dedos ainda com a leve fragrância deles, somado ao odor de mijo. O puto mijou e não lavou as mãos, no mínimo.

- Então tamo junto, parceiro! Desculpa qualquer coisa aí!

- Sem problemas! - respondi.

E aí o tal do Soneca surgiu por entre eles, com aquele jeito sério e os olhos focados na minha pessoa, totalmente silencioso e sem qualquer sinal de que estava chegando, simplesmente apareceu ali. De repente, diante de mim, estavam três tipos diferentes de cafuçus. O primeiro mais tirado a favelado, por conta do corte de cabelo, sobrancelha riscada, tatuagem no antebraço e os pelos do corpo descoloridos. Barba, bigode, axila, e, pelo que pude perceber, até os pentelhos dele estavam todos amarelados, pelo menos os que estavam logo abaixo do umbigo, iniciando a descida safada do quadril de oblíquo marcado.

- Qual foi do bagulho, primo? - Soneca perguntou naquele tom de voz sério e baixo.

O corpo todo duro, o mais em forma entre todos ali, até mesmo que o Mazinho, que era mais magro e jogava bola. E um dos mais negros, a melanina muito presente e viva em sua pele. Os gomos no tórax todos cheios de gotas de água, a sunga em estampa de oceano bem pesada logo abaixo. Par de coxas peludas e grossas, do tipo que me fizeram olhar imediatamente pros pés número 44, abertos diante dos meus olhos, ao lado dos do Andrey e também os do Rodrigão, o negão da melancia. Foi só falar em cu que, mesmo de longe, eles vieram, quase como se tivessem farejado o assunto.

- Nada, eu que me confundi aqui! - respondeu.

O amigo dele riu e, ambos de cochicho e risadas, foram saindo juntos de volta ao sítio. O loiro entrou pro banheiro na minha frente e nem fez questão de se certificar se estava sozinho ou não, já colocou a piroca pra fora e largou o jato de mijo em cheio na água do vaso sanitário, me permitindo escutar o barulho, porém não vê-la diretamente.

- Vou demorar não, novinho!

- Tudo bem, eu espero! - respondi meio apreensivo.

Ele se aliviou tanto enquanto tava mijando, que até levantou a cabeça e fechou os olhos, bufando em seguida. Foi quando, olhando pras costas do Andrey, percebi que ele tava mijando de um jeito único e muito safado. Não abaixou o elástico do short branco, pelo contrário, suspendeu a parte por onde a perna esquerda saía e passou a caceta por baixo. Apenas escutei o barulho do mijo caindo e apreciei a vista das costas dele daquele jeito. O mulato finalizou, deu umas sacudidas no malote e guardou, saindo sem dar descarga ou lavar as mãos. Eu deveria achar anti-higiênico, mas fiquei foi puto por ter negado tudo e com tesão em dar o cu logo de uma vez e parar de palhaçada. Só na vontade!

Quando retornei à roda de samba, todos haviam largado os instrumentos. Sarah estava preparando bebidas em garrafas e guardando algumas coisas, aí me viu e falou.

- Bora dar um role na trilha antes de escurecer?

- Sim!

Juntamos algumas bebidas, tampamos as comidas e partimos pela parte traseira do sítio, os caras um pouco mais à frente e eu e ela atrás conversando. Andamos debaixo do céu do fim de tarde por alguns minutos, até chegar numa espécie de clareira em formato circular, onde havia um riacho que recebia água de uma cachoeira não muito grande logo acima, por entre alguns montes. O grupo sentou-se no chão de uma das rochas e voltamos a beber dali. Todos meio no brilho por conta da encheção de cara que rolou no sítio, a malícia fluiu ligeiro por entre nós.

- Só um verdade ou consequência pra animar a galera agora! - Sarah mandou.

- Porra, nem brinca, ogra! - Rodrigão respondeu.

- Tá gastando? - Saulo não simpatizou muito com a ideia.

- Bora, tá geral louco! Assim que é bom!

Ela pegou uma garrafa vazia, aproveitou que estávamos sentados em círculo e indicou qual lado seria pergunta e qual seria resposta. Girou o objeto no meio de nós e, antes dele parar de rodar, Saulo voltou a falar.

- Então tu também vai brincar?

- E eu sou arregona? Sai daí, tu que é fujão!

- Só brinco se tu brincar! - ele deu o ultimato.

- Eu também, Sarah! - concordei.

- Então vai geral brincar nessa porra!

E riu. Aí a garrafa parou virada entre ela e o Negão. Ele sorriu um pouco descrente e mostrou os dentões.

- Pode mandar qualquer verdade, ogra! Tô preparado!

Forçou o bíceps e bateu no braço como se quisesse exibir todo o preparo.

- Ah, pode? Tem certeza?

- Absoluta, eu já nasci pronto, tu tá ligada!

Sem qualquer cerimônia, os olhos em chamas, ela mirou nele e disparou.

- É verdade, Rodrigão, que tu tem faminha desde os 16 anos?

A primeira reação dele foi rir.

- Podes crer! Eu tenho faminha de pirocudo desde essa idade!

Os amigos começaram a zoar e o barulho de gastação e risos tomou conta. O peguete dela nem deu bola pra pergunta, só continuou rindo em grupo sem qualquer preocupação pessoal sobre ela ter tal curiosidade. Rodrigo seguiu explicando.

- Quando os primeiros pentelhos brotaram, eu reuni a galera pra contar a notícia, né? Tava como, me sentindo o machão, todo pentelhudo, então tinha que explanar pra geral saber! Naquela época os moleques só tinha pentelho mais pra frente, tá ligado? Juntei o bonde um dia na garagem de um amigo, depois do colégio, botei a piroca pra fora e mostrei os pelos pra geral ver!

Ele ia contando e gesticulando, às vezes parando pra rir acompanhado do pessoal entretido no assunto.

- Só que esse amigo ficou de boca aberta quando viu minha caceta preta! Ele quem me falou que a caralha não era comum! Até me mostrou a dele pra comparar, foi quando comecei a me ligar nisso!

Eu provavelmente fui o único na roda a levar tudo pro lado desejoso do sexual, uma vez que eles só riam, a ponto de ficarem sem ar e achando graça de qualquer palavra dita pelo Negão. Só quis ser o tal amigo, o primeiro a testemunhar o tamanho e bravura daquele mastro já despontando.

- Aí pronto, quer o que? Molecote solto de 16 anos, a vara estalando em 18 centímetros e pentelhudo da porra, não tive como não me achar! Eu lembro como se fosse ontem deu reunindo os moleques pra ensinar como aparava os pentelhos, isso já pros 17, 18. Geral ficava me vendo mexer na piroca e passar o prestobarba. Eu de pau durão, ainda mandei um papo que era melhor fazer excitado, que aí não tinha que ficar levantando e puxando o tempo todo pra raspar o saco, tá ligado?

Minha boca cheia d'água e eles só rindo. Pra completar, ele pegando na vara por cima da bermuda toda vez que ia falar dela, como se fosse touch screen.

- Isso que eu chamo de resposta completa, tomem como exemplo! - Sarah riu.

Outra vez a garrafa girou e, agora, Rodrigão perguntaria ao Andrey. Sem perder tempo, sempre na lata.

- Seu Andreyson! Papo reto que tu anda colocando fã pra mamar? Quantas tu já colocou?

Outra vez o coro de risos, até ele mesmo riu e nem quis se defender.

- Não vai esperar nem eu pedir verdade?

- Não, aqui é tiro e queda!

- Então tá, deixa eu pensar!

E pôs a mão no queixo, olhando cinicamente pra cima, trazendo mais comicidade ao momento. Nessa posição, observei o nome feminino tatuado no antebraço dele e aí descobri a quem se referia quando minha amiga voltou a falar.

- Homem não tem vergonha mesmo, né? A lá, cadê tua aliança, Andreyson? Você não deu o papo de que tava noivo, andando na linha? Tudo caô!

Jogou uma pedra nele de brincadeira e, sem se defender e com a maior cara de safado, o molecote riu cínico.

- Tá maluca, andar pra cima e pra baixo de aliança? E se alguma mina quiser me mamar, aí vai desistir quando perceber essa porra no meu dedo?

- Como pode, né? É muita cara de pau! - ela insistiu na brincadeira.

- Ah, que isso! Eu só tenho 17, tô muito novinho ainda pra parar!

Fiquei totalmente espantado com aquela informação, porque jamais imaginei que aquele macho marrento fosse tão novo. Mas mais abismado ainda fiquei com o que veio depois.

- Novo, mas já tem um filhote nas costas, né amigo? Disso tu não fala!

Ele ainda riu mais um pouco e disfarçou, como se não fosse com ele. Tão novo, tão piranho e tão sem vergonha na cara mesmo, ainda respondeu antes de passar a vez.

- Papo de umas vinte fãs ao todo!

Todos riram. Eu disfarcei, tendo que fingir que prestava atenção neles, quando na verdade só me imaginei dentro do camarim, escondido, esperando o momento ideal de sair e surpreender aquele pagodeiro marrentinho com um boquete bem quente e babado, pra fazê-lo pirar na minha ginga, no meu repique.

- Eu sou viciado em mamada, não tem jeito! Essa piroca aqui foi feita pra entrar em boca, ela é toda cuidada pra isso!

Ainda segurou a pistola por cima do tecido, sem cueca por baixo e os pentelhos descoloridos surgindo abaixo do umbigo.

- Tá que nem a minha, só que pra entrar em cu! - Negão completou.

Os risos seguiram e outra vez a garrafa foi girada, dando vez de Saulo e Mazinho interagirem.

- Me dá uma verdade aí, parcero! - pediu o primeiro.

O jogador pensou um pouco e, seguindo a mesma ordem crescente de quentura nas perguntas feitas, falou todo educado.

- O Saulo, conta pra gente se é verdade ou se é caô aquele papo que tua amiga deu uma vez.

Ele então pensou e esperou.

- Que amiga, jogador?

- Aquela lá da clínica!

- Aaah!

O mulato latino relembrou de algo e até pôs a mão na cabeça, sorrindo meio sem graça.

- Pô, esse papo aí..

Enrolou um pouco.

- É verdade, tá ligado?

Só que ninguém entendeu do que se tratava.

- Que clínica, gente? - Sarah perguntou.

- Era um banco de sêmen, não era um bagulho assim? - Mazinho insistiu.

Aí sim vieram as primeiras reações, que foram risadas, mas sem muita força, porque ainda faltava explicação.

- Era isso. Eu sou doador de leite, galera. Nunca contei isso!

Agora todos caíram na gargalhada, porém Saulo aproveitou e continuou explicando.

- Eu tinha uns 17 pra 18 anos, todo dia de manhã acordava esporrado pra caralho, a gala ainda quente escorrendo pela perna. Muita porra, vocês não tão ligado!

Imaginei aquele bruto acordando e esporrando só por se despreguiçar na cama. O quão delicioso não seria despertar ao seu lado?

- E era todo dia, até que falei pro meu coroa e ele me levou no médico. Aí o dotô falou que eu tinha muito hormônio, por isso que sou todo peludão. Me passou uns bagulhos pra ajudar a controlar, mas eu desisti, era muito caro. Preferi me adaptar à vida de leiteiro pobre mesmo, me acostumei a voltar da academia melado, qualquer ereção já me deixa todo babado, a ponto da cueca marcar!

Saulo não parou mais de falar, seus amigos só rindo por finalmente assumir algo íntimo, considerando que, dentre eles, provavelmente era aquele que mais se distanciava nesse ponto.

- Se eu fico um dia sem gozar, meu saco já fica pesadão, bombado de gozo. Aí eu esporro que nem cavalo quando bato punheta, encho até um copinho de coleta quase todo!

Lembrei de quando minha amiga disse que já sentiu tesão por ele e me imaginei no lugar dela, toda molhadinha ao escutar aquilo. Até que ela não se segurou e perguntou.

- Cacete! Quantas vezes tu se masturba num dia?

Seu peguete nem aí, também atento.

- Pô, eu bato umas três tranquilaço!

E abriu um risão orgulhoso de si.

- E é leite raro, ein! Por isso que eu não desperdiço, faço doação que é melhor! Fala tu, saber que alguém tá estudando o leite do teu saco a qualquer momento, a porra quente que tu teve trabalho pra galar num potinho? Algum filho da puta deve ficar horas de cara pra minha gala, sentindo o cheiro e tendo que observar com carinho e atenção!

Ele transformou todo o momento em piada e conseguiu fazer todos rirem. Eu mesmo estava paralisado diante do pensamento daquele cafuçu ejaculando um rio de porra na minha boca, na minha cara, pelo meu corpo. Só que, aproveitando o ritmo, ele não girou a garrafa. Virou pra quem lhe fez a pergunta e mandou outra.

- Tu ainda não respondeu nada, Mazinho!

- Tá querendo me perguntar alguma coisa, irmão? É só mandar na lata!

Saulo não esperou mais.

- É verdade que aquela última punição que tu tomou no clube foi porque tava na favela comendo piranha em orgia com traficante?

Todos pararam de rir e observaram sérios.

- Porra, é só isso? Já falei pra vocês que eu tava mesmo, mermão! Achei que ia vim um bagulho nível pica, tu manda essa!

A falta de seriedade dele acabou se tornando engraçada.

- Só nesse dia eu enfrentei cinco bucetão, meu amigo! Tava morto, não aguentei ir pro clube! Pra foder eu sou muito disposto, cês tão ligado!

Mais risos e garrafa girando. Aí caiu de mim pro Rafael Soneca, que quando percebemos, tava cochilando todo na dele no canto da pedra onde estávamos. Por toda a zoação, ele logo foi acordado e, ainda zonzo, optou por verdade. Eu pensei um pouco, mas não havia nada que tivesse coragem de perguntar ao cafuçu, só queria mesmo sentar nele com força, assim como nos amigos dele. E nem o conhecia direito pra perguntar sobre algo. Pensei em suas características físicas, lembrei que fazia o tipo caladão, porém nada surgiu. Sarah, por sua vez, não conseguiu se conter.

- Eu sei, eu sei! Deixa eu perguntar!

- Ó, não vale, ein!

Só que eu tava perdido, então não me importei.

- Pode perguntar!

Num só tiro, ela soltou.

- É verdade que a tua ex-mulher ganhou uma boneca inflável?

Não acreditei naquela pergunta, porque jamais imaginaria que o Soneca já tivesse tido mulher, pelo menos não com aquela aparência de 22, 23 anos. Todos os amigos riram como se já soubessem da resposta, mas ninguém disse nada. Antes de responder, ele bocejou.

- Eu não sei de nada..

Coçou os olhos e, num milésimo ultra acelerado de tempo, contraiu a boca de leve e me causou a rasa sensação de que ameaçou um risinho cínico, como se estivesse escondendo alguma coisa de todo mundo. Mas aí o Mazinho abriu a boca no lugar dele.

- Ó, eu vou te explanar, ein! É verdade sim, fui eu que dei o presente de noivado!

Todos olharam pra ele e começaram a rir juntos, mas antes da gastação começar, a explicação daquilo seguiu.

- Eu dei aquele presente porque o primo do parceiro tava sempre sozinho, a mina dele quase não brotava no setor. Pra ele não ficar carentão e depender da mão, fui lá e comprei a bonequinha pra ele matar de foder! Afinal de contas, vocês conhecem o cachorrão da 17, né?

Sem mudar de expressão, Soneca continuou com aquele semblante de grogue, mas já acordado e não dando muita bola às zoações.

- Eu não lembro disso.. - falou.

Ao lado do primo Rodrigão, seguiu escutando sem muita atenção.

- E ó, vou explanar logo! Ele fodeu tanto o cuzinho da boneca que rasgou a porra toda em menos de uma semana! - tremi na base do meu rabo, quase senti a falsa sensação de que precisaria ir urgente ao banheiro. - O plano deu tão errado que hoje tá aí, 28 anos e 4 filhos de tanto meter!

Todo mundo voltou a rir e eu, mais uma vez, não acreditei naquelas palavras. Impossível crer naquela idade e na quantidade de filhos. Um corpaço inteiro, ele ainda de sunga e o varão marcado no tecido, com ovos e tudo.

- É verdade ou mentira, Rafa?

Ele, como sempre, não confirmou nada.

- Se vocês tão dizendo..

Entre nós, um clima quentinho e amigável por estar conversando putaria e intimidades como se nada fosse, até que, no último calor do momento, Sarah deu a cartada final.

- E o senhor, Fabi? Não respondeu nada até agora, tá crente que tá passando batido, né?

Bebemos mais uma rodada de caipifruta antes deu responder.

- Pode perguntar!

- Cuidado que ele é crente, ein! - Mazinho zoou.

Minha amiga botou pra foder.

- É verdade que você queria sentar em cada um dos cinco aqui presentes?

Implacável, sorriu e fechou os olhos. Ainda falou baixinho.

- Me agradeça só depois!

Parado fiquei, parado me mantive, como se qualquer movimento fosse me colocar cara a cara com os famintos leões da savana africana. Lembrei de quando menti pro Rodrigão no corredor do banheiro e senti um arrependimento profundo em tê-lo feito, porque agora estava sendo exposto e não haveria para onde fugir. Nem quis olhá-lo, mas a visão periférica captou o momento em que o puto cruzou os braços e ficou encarando de longe, como se esperasse por uma olhada inevitável.

- Não, eu-

Mas ela caiu matando de qualquer jeito, atirando em todas as direções.

- Para de caô que tu tinha dito que achou o Rodrigão um tesão, viado!

Fiquei completamente desarmado, aí sim não resisti e olhei pro Negão, que tava mesmo encarando e com cara de putão. Nesse momento, todo mundo, com exceção do Saulo, começou a zoar alto.

- Qual foi, novinho? Tava com medo de mim, tu?

Saulo então levantou e bufou.

- Caralho, vocês não conseguem, né? Toda vez! Só pegando essa missão mesmo!

Pegou um papel todo enrolado, enfiou no bolso e virou de costas, saindo pra uma parte mais baixa da clareira. Rodrigão e Andrey esperaram pouco e o seguiram, sumindo da nossa visão em meio às rochas. Sarah, por sua vez, fingiu que não era com ela e começou a se pegar com o ficante, ambos sentados no chão e virando de um lado pro outro. Ficamos eu, Mazinho distante uns passos e o Soneca sentou-se próximo de mim, numa tentativa de ficar mais de frente pra onde o casalzinho estava.

- Então quer dizer que tu é crente, né? Tô ligado!

O jogador de futebol riu e olhou pra mim de uma maneira totalmente diferente das quais olhou anteriormente. Eu senti, só na forma como os olhos vasculharam minha aparência por alguns segundos antes de virarem certeiros nos meus, a mesma marra de quem muito provavelmente falava assim com as piranhas que faziam orgias com traficantes no morro. Um olhar de alguém que sabe o que você tá pensando e vai tirar isso de você com muito pouco esforço, tudo através de lábia e atitude que poucos machos costumam ter. Geralmente aqueles que estão acostumados com o solo do mundo, todo cheio de vícios, carnes e pecados, falam bem esse dialeto único que é a PUTARIA.

- Eu não menti, eu só-

- Ih, relaxa, mermão! Eu não sou teu pai não, tu não precisa me dar explicação!

Esperei um pouco acuado e, enquanto isso, Sarah e seu ficante seguiram naquele amasso, com direito a mãos dele nos seios dela e a safada também já se aventurando além do elástico da sunga dele. Mazinho olhando pra isso, virando goles de bebida e conversando comigo, Soneca deitado do meu lado, porém não completamente, recostado numa pedra, uma perna esticada e outra dobrada por cima. A sunga mais avolumada do que o normal, o rosto focado em observar minha amiga e seu macho. Algo já estava fora do comum.

- Aliás, foi tu quem mentiu pro teus pais, né? Pra vir pra cá?

- Isso, eles viajaram e vão ficar fora um tempo, aí tô aproveitando.

Sentado de pernas abertas, eu percebi as panturrilhas torneadas e cheias de pelos do jogador, tudo proveniente dos treinos intensivos dentro do clube. Ele estava sem as meias, então os pezões estavam virados cada um pra um lado, num formato másculo e firme, com poucos pelos sobre alguns dedos. Não parei de olhar e ele percebeu. O calção de futebol estava repuxado pra cima, ou seja, a parte superior das coxas estavam expostas e até o tecido da boxer dele se fez visível, com um ovão esquerdo desenhado e me pedindo pra chupá-lo.

- Mas aí tu mente pros teus pais pra que, se não vai fazer nada?

Essa pergunta me deixou pensativo, mas tê-la escutado daquele macho abusado foi o que mudou todas as minhas direções até então. Sem parar de observar a cena quase explícita de sarração de piroca em boceta por cima da roupa, Mazinho foi falando mais baixo e se aproximando de mim sem pudores. Sentou exatamente do lado oposto ao que estava o Soneca, me deixando precisamente no meio entre eles. Apoiou as mãos pra trás, esticou o corpo e, de pernas arreganhadas, olhou pra mim e, como capitão feito, deu apenas uma ordem.

- Bota logo a mão na minha pica, viado! Para com esse doce!

Ao mesmo tempo que congelei, a ordem tacou foco em tudo. Essa era a hora em que eu precisava decidir entre ir de cabeça e perder o cu, ou recuar e me arrepender pra sempre daquela oportunidade única de foder com tanto macho bruto e gostoso, um dia após ter mentido pros meus pais e perdido o cabaço. Mas a escolha não foi minha, eu já estava obedecendo antes mesmo de perceber. A mão parou exatamente em cima do volume de rola do Mazinho, que já tava meia bomba. Parei na posição da punheta e iniciei, mesmo por cima do tecido, uma masturbação lentinha pra ele, sentindo o peso do saco puxando a tala grossa da vara pra baixo. Puxei a cueca de lado e liberei dois ovos enormes, ele era bem sacudo. A caceta também saiu, não muito comprida e um pouco grossa, bem típica de jovem jogador de futebol, que está com tudo no fogo da idade, um pouco pentelhuda também.

- Isso, não precisa ficar acanhado, não!

Ele foi didático e paciente.

- Soca uma pro pai, soca?

Agarrei o prepúcio com o vão entre polegar e indicador, desci a pele até o saco e depois subi, fechando a piroca na mão e sugando, só nessa brincadeira, o resto do mijo de moleque bebedor que não parou de ir ao banheiro. Na nossa posição, eu tava virado de lado e tocando pra ele, enquanto o puto se manteve só observando a putaria acontecendo entre Sarah e o outro moleque, bem voyeur mesmo. Foi aí que, sem perder tempo e certeiro, Mazinho percebeu que poderia me incentivar ainda mais e deu outras ordens.

- Tu já esquiou, viado?

Pensei um pouco antes de responder.

- Não.

- Então eu vou te botar pra esquiar, abre a mão!

Obedeci e, na maior intimidade, o jogador puxou o elástico da sunga do Soneca ao meu lado e, mal libertou o caralho preto e grosso dele, já foi botando minha mão pra segurar e começar uma punheta seca mesmo, sem lubrificar. Eu só podia estar delirando de febre, totalmente dominado pelo fogo que foi tocar os órgãos genitais de dois dos cinco machos que passei o dia manjando, querendo, desejando dentro de mim. Foi quando entendi o sentido de esquiar.

- Isso, dá uma atenção pra esses paus! Faz com carinho, vai!?

Com uma vara em cada mão, eu subi e desci os braços ao mesmo tempo, mantendo uma velocidade em comum entre ambos os meus tacos de esqui. Cercada na esquerda, uma piroca mediana e um pouco mais clara que a pele do corpo do Mazinho, apesar do sacão preto. Cabeçuda, com a pele anterior à glande sendo um pouco mais rosada, contrastando com o restante do corpo. Na direita, um caralho de grosso calibre, não tão grandalhão no comprimento, porém acima da média, talvez uns 18cm. Pentelhudo, cheiroso e com uma cabeça bojuda, toda destacada do corpão. Até a pelezinha enrugada que fica bem na divisão do cogumelo me encharcou as papilas gustativas, a boca encheu d'água e me contive pra não afundar a garganta na tora grossa daquele negro dotado, que ficou facilmente ajustado e entregue ao meu toque, sem pudores, porém sem avançar também. Soneca estava acordado e não deu importância pro abuso do amigo jogador, só se acomodou pra vir mais pra perto de mim e forçou o quadril mais pra frente, me deixando uma vara totalmente disponível pro que eu quisesse fazer. Um fogo no cu que só, foi quando Sarah começou a gemer e, meio assustado, tirei as mãos e fingi que não tava fazendo nada. Ela então parou a pegação e olhou pra gente meio perdida.

- A gente vai na frente, tá? Podem demorar se quiser, tem caô não!

Levantou-se, ajeitou os seios que estavam de fora e seu ficante não conseguiu disfarçar a caceta ereta pra esquerda dentro da sunga. Foram se recompondo aos poucos e saíram andando por onde viemos todos, escapando do meio do mato.

Em menos de um minuto, eles já haviam saído dali e nós três finalmente ficamos sozinhos, todos muito quentes pelo momento íntimo sendo desfrutado antes da interrupção. Aí não prestou, começou a putaria pesada ali mesmo.

- Tá esperando o que, novinho? Eu não te avisei que tu ia brincar de bola hoje? Chupa essa porra!

A palma da mão quente e suada instalou-se perfeitamente por sobre minha nuca, iniciando a pressão necessária pra me fazer descer a cabeça em direção àquela virilha paciente me aguardando. Pensando nisso, fui de cara e com a boca aberta na caceta. Assim que a cabeça deslizou no céu da boca, ela engrossou, ele esticou as pernas e afundou a mão ainda mais, me fazendo ter a garganta cabeceada.

- SSSS! Caralho, que boquinha delícia, viado! O dia todo tu negando isso!

Eu mereci ouvir esporro, afinal de contas, demorei mesmo até aceitar que aprontaria com cinco negões, sendo que por enquanto só estava lidando com dois deles, felizmente. Não daria conta de todos ao mesmo tempo!

- Olha aqui pra mim, crente!

Cuspi a tora e ele imediatamente me deu uma tapa estalada na boca, colocando de volta pra dentro com vontade e me repreendendo.

- Falei que era pra cuspir? Mandei só tu me olhar!

Virei pra cima e o encarei nos olhos, sem parar de punhetar o Soneca na outra mão. Quando a atenção diminuía, ele inclusive agarrava a caceta por cima de mim e dava um incentivo na batida, cobrando minha atenção na masturbação.

- Abre a boquinha e põe a língua pra fora, anda! - pediu o jogador.

Obedeci e ganhei um cuspe direto nas papilas, bem babado. Ele colocou a cabeça rígida em cima e arrastou tudo contra a língua, espalhando e chegando outra vez ao céu da boca, imprensando firme até chegar novamente no fundo da gaela, atravessando por entre minhas amídalas quentes.

- HMMM! Sabia que tu se amarrava numa pica! Evangélico de cu é rola, rapá!

E outra vez a mão afundou o crânio, me fazendo engasgar, mas ele não desistiu de me ver triunfando contra a vara. Senti contrações, quase fui entubado pela engrossada e só então ele liberou, olhando com aquele olhar de mestre pra mim, de cima pra baixo, sorrindo orgulhoso por finalmente estar recebendo o prazer que tanto esperou ao longo do dia.

- Tu é viado pra caralho, né, crente? Será que crente tem o cu quente mermo? Acho que nunca fodi nenhuma crente, tu vai ser o primeiro!

De repente, Mazinho, o jogador de futebol, estava fazendo planos anais comigo sem eu nem mesmo saber ou ser consultado, mesmo ciente de que a confirmação já era antecipada. Só então me dei conta de que ainda tava com uma mão punhetando o Soneca e olhei pra ele. Tomei um susto com aqueles olhos sério e fixos em mim, a vara toda engrossada e de pé dentro da minha mão. Ele com os braços pra trás da cabeça e os sovacos peludos me namorando, um semblante que eu associaria ao ódio, não fosse pela mão amiga rolando. Ao me ver assustado, o puto riu só com um lado da boca, de um jeito meio entre o malandro e o marginal. Correu-me então um frio de leve pela espinha.

- Que foi? - perguntei.

Ele só riu sem responder e o jogador riu junto.

- Conta pra ele, Soneca, ele tá curioso! - aí parou, pensou e seguiu. - Cuidado que eu me amarro em cu de curioso, ein! De curiosidade, vários gatos já morreram nessa pica aqui!

Só então parei pra pensar em todo o contexto. Aquele que eu tava masturbando era um possível macho pai de 4 filhos, que supostamente ganhou uma boneca inflável de presente do jogador por não aguentar ficar muito tempo longe da mulher e por não se satisfazer na punheta, que era o que eu tava fazendo com ele. Ele, inclusive, rasgou o cu dessa mesma boneca em menos de uma semana de uso. "Será que dá pra estragar um cu também em uma semana?", pensei. Senti o arrepio, lembrei de cada um dos cinco cafuçus que conheci naquele dia e a mente ficou mole, como se eu tivesse errado quando vi o Rodrigo Negão e pensei que seria ele o responsável por dar fim ao meu rabo, só por ser caralhudo. Mesmo que o Rafael Soneca não tivesse confirmado nada durante a brincadeira, me senti com a mão no fogo, brincando literalmente com o perigo, como se a qualquer momento ele fosse levantar e me matar na mão mesmo, ou na vara, de tão bichão e grosso. O puto deu outro risinho de canto de boca e respirou fundo, bem tranquilo. Sem pudor, o Mazinho levantou cuidadoso e se posicionou atrás de mim. Suspendeu minhas costas e me fez parar escorado numa rocha, meio que de quatro e empinado pra si, porém num campo de visão no qual o Soneca apenas poderia nos observar, sem interagir. Eu de short, ele de calção de futebol, o puto chegou com a mala e encostou nas minhas nádegas. Aí segurou pelas ancas e falou baixo no ouvido, olhando pro amigo que nos observava com os braços pra trás da cabeça, mas a piroca em pezinha.

- Tá sentindo eu sarrando no teu rabo?

Mexeu de um lado, mexeu pro outro, subiu o quadril, desceu e fui percebendo a dureza na piroca iniciando, até o puto do jogador ficar totalmente encaralhado com as roçadas. Ele veio no ouvido vez ou outra pra gemer, nós ainda de roupa.

- Sss! Tá sentindo? Eu vou comer esse cuzinho! Vou passar aí dentro dele!

De tanto mexer, acabou que atolou certinho no meio do rego e não quis mais sair, tirando proveito do calor úmido do encontro entre nossas peles por baixo da roupa. O Rafael então usou uma das mãos pra se punhetar bem devagar, até o momento em que um filetão de baba saiu da ponta da piroca negra e ele brincou de fazer pontes com ele entre os dedos, uma cara de quem não brincaria por muito tempo e logo começaria a falar sério. Até que finalmente senti as mãos famintas do Mazinho começando a descer minha bermuda, tendo só parado quando senti a brisa da nudez contra a pele da bunda. Ele afastou as bandas um pouco, mirou a cabeça do caralho na entradinha do cu e brincou de ficar pincelando, indo um pouco mais além em cada passada.

- SSSSS!

Por incrível que pareça, talvez pelo excesso de tesão misturado à bebida, não senti as assaduras como pensei que fosse sentir, pelo contrário. Tive a sensação de estar com um fogo no cu fora do normal, isso sim! Doido pra ser traçado!

- SSs! Tu quer que eu te coma que nem eu faço com as puta da favela, né? Vou te tratar que nem eu trato elas depois do treino! Crente do cu quente!

E deu o primeiro tapa com a mão aberta numa nádega, que me botou no eixo e fez empinar o lombo ereto.

- Olha que piranha, Soneca!

Virou-me com facilidade de bunda na direção do amigo, o que novamente me deixou com certo medo, porque o olhar fixo do Rafael não saiu mais de mim desde que a putaria começou, mesmo na frente da Sarah e do ficante dela. Ele não tava ligando pra nada, mas ao mesmo tempo tava focado. Tomei outros tapas e mais pinceladas, Mazinho posicionou a vara, cuspiu com vontade no encontro dela com meu cu e ameaçou entrar, as mãos me prendendo pelas laterais das coxas. Eu já ia pedir que colocasse a camisinha, porém escutamos um barulho e não tivemos qualquer tempo pra disfarçar a safadeza.

- Que putaria é essa aqui!?

Rodrigão tossiu e apareceu, seguido pelo Andrey e, por último, o Saulo. Os três rindo à toa, os olhos vermelhos e visivelmente com pouco equilíbrio. O Negão não parou de andar, veio até onde estávamos e tirou o Mazinho de perto de mim à força, puxando pelo braço.

- Tu tá maluco? Seu marginal!

- Ih, qual foi, Negão? Tu tá com ciúme? Se liga, mermão, esse viado não é teu, não!

Andrey e Saulo sentaram numa pedra próxima e ficaram conversando e rindo deles dois. Soneca continuou ignorando a todos, focado apenas em mim e se masturbando de leve, brincando de fazer ponte com a baba escorrendo da ponta da cabeça da caralha negra, grande e grossa, apontada pra cima. Naquele estado, muito mais que 18cm fácil, uma uretra mais do que marcada na parte inferior, dando vazão suficiente pro safado encher uma cisterna de mijo, caso fosse necessário. Dois galões de leite logo abaixo, esperando a ordenha começar. "E quando começar?", pensei. Ele nem aí pra presença dos colegas. Fiquei muito sem saber o que fazer, mas permaneci prestando atenção nos dois rivais discutindo.

- Tá pensando que é só chegar que vai comer rabada, parcero?

- Se toca, Negão! Onde come um, come dois!

- Isso aqui não é teu time de futebol, não, jogador! - insistiu.

- Que se foda! Vai querer apostar comigo nessa porra, seu flamenguista urubuzada?

- Já te falei que tu é meu pato, vascaíno!

O Soneca outra vez extraiu um filetão de baba morna e pegajosa, que tornou a brincar entre os dedos. Olhou pros amigos discutindo, olhou pra mim e, pela primeira vez sem ninguém perceber, deu o primeiro sorriso mostrando os dentes sem medo, na maior índole de sodomita. Ele preparou o corpo como quem fosse levantar, da mesma maneira com a qual pulou da van mais cedo, ao acordar. Pronto, o jogo tava pra começar. Ele fez seu primeiro movimento, erguendo o corpo em silêncio com toda aquela altura e largura de trintão com aparência de moleque. Eu fiquei todo arrepiado quando, sem ninguém se dar conta, ele simplesmente parou atrás de mim e bateu com o caralho no meu lombo. Olhei pra trás, ainda empinado, vi a cara dele de ruim e tentei sorrir. Pensei em abrir a boca e pedir pra mamar, mas o semblante era tão decidido que nem tive a coragem necessária. Engoli a seco, ele tomou posição e me encostou com as duas mãos enormes, cada uma de um lado do corpo, sentindo meu couro tal qual o de um instrumento de percussão. Aí cerrou os olhos e riu sádico.

- Bota camisinha, por favor! - pedi.

Ele riu em resposta, totalmente nem aí pro meu pedido. Daquele jeito tranquilão e preguiçoso, abaixou do meu lado e falou todo sincero.

- Tu tem certeza, novinho? Vou sentir vontade de traçar teu cuzinho ainda mais, se não for na pele.

Tremi na base com o tom sério e sincero, baixo e firme. Pensei em desistir, mas o cu só fez dilatar, como se fosse apostado e topasse o desafio sem problema, mesmo com o cérebro ainda insistindo em não fazer nada daquilo.

- Bota! - insisti. - Por favor!

Por incrível que pareça, o Soneca de fato pegou um preservativo na mochila que trouxe, ainda em meio à discussão entre Mazinho e Negão e o papo do Saulo com o Andrey, ambos chapados. Não quis mamada, não se preocupou em alargar, só encapou a tora mais grossa do que comprida, cabeçuda e preta, e a apontou na entrada do meu rabo. Desceu outra vez à orelha, sempre em tons baixos e avisou.

- Não sou de falar, não..

E realmente não era, estando sempre na dele.

- Mas eu se fosse tu, dava uma relaxada, tá ligado? Elas falam que sou meio grosso.. - riu bem orgulhoso e safado. - E tu não vai querer sair que nem aquela boneca, né?

Segurei o fôlego, lembrei do cabaço perdido no dia anterior e de como passei toda a manhã e a tarde piscando de tesão por aqueles homens. Prendi as mãos na pedra onde estava, me empinei e fechei os olhos. Senti uma tora grossa e encapada deslizando forte pra cima das pregas, a cabeça usando de pressão pra alargá-las e conseguindo de primeira, deslizando pra dentro de mim com gosto e muito jeito. Senti até a uretra grossa da rola sendo comprimida pra poder caber.

- SSSS!

Tomei um tapa na raba com a mão espalmada e ele aproveitou pra abrir mais, tomando impulso pra seguir currando. Os olhos foram virando, o lombo arrepiando e eu sendo dominado por uma sensação deliciosa de ardência, alargamento e pressão. Eu sabia que só tinha um cu, sabia que não podia ficar arriscando, porém não resisti em ser dominado daquela forma por aquele macho chamado ironicamente de Soneca. Justamente o mais quieto, seria aquele que ignoraria todo o resto, após passar um dia praticamente sonolento, e me atravessaria em piroca sem ter que pensar muito. Por experiência, mesmo tendo que entrar de maneira diferente como fez comigo, ele penetrou e parou, brincando de enrijecer a grossura lá dentro e me acostumando com piroca. Era cabeçuda, mas não tanto, então o tranco animalesco foi suportável. O resultado de tudo isso foi eu soltando um gemido delicioso, que ele tentou abafar com o dedo de baba de pica entrando pela minha boca.

- SSSS! Caralho!!

- Vai se acostumando! - mandou.

Foi quando todos pararam de conversar e discutir e finalmente olharam pra gente, eu de quatro, bermuda arriada pelo Mazinho até os joelhos e o cuzinho sendo alargado na marra pela jeba preta do pai de 4 filhos, o rasgador de cu de boneca inflável. Meus joelhos nas pedras, as pernas ligeiramente afastadas e as pregas COMPLETAMENTE alargadas. Um fogo me percorreu ao ser flagrado.

- TU TÁ MALUCO, PRIMO? - Negão foi o primeiro.

Veio se aproximando com as mãos na cabeça e a cara de preocupado. Perdeu tanto tempo discutindo com o jogador, que perdeu a oportunidade de me iniciar na putaria, mesmo depois de tanto esforço ao me impressionar com os relatos do Negão da Melancia. Mazinho veio junto e, sem perder tempo, colocou o caralho pra fora do calção de futebol outra vez, parou na minha frente e me encarou por cima.

- Olha aqui pra mim, piranha!

Obedeci e ele soltou a peça no meu rosto, fazendo até estalo. Estufou o saco pra eu cheirar e lamber, até que finalmente me botou pra pagar um boquetão gostoso de novo, mexendo com o quadril devagar enquanto levantou a cabeça, ficou na ponta do pé e gemeu pesado.

- Filho da puta de crente, ein! SSS

Sendo invadido pela frente e por trás por dois famintos diferentes, cada qual do seu jeito, olhei pro lado nesse instante e vi Andrey, o cafuçu loiro oxigenado, me olhando sem nem piscar, uma mão sobre o volume protuberante no short branco e uma completa falta de atenção à conversa que o Saulo ainda tentava manter, fingindo, por sua vez, que não estava vendo aquela cena. Só então me lembrei que aquele mavambo era viciado em mamada, por isso estava prestando atenção no meu boquete e, pelo visto, gostando do que tava apreciando. Um rei do boquete vendo um boquete pago por um novo boqueteiro no pedaço, criado há pouquíssimo tempo, sendo iniciado lentamente naquela linguajem universal da putaria, não tem como resistir. Minhas pregas pegaram fogo quando Soneca deu a primeira estocada dentro. Enquanto chupei o Mazinho e deixei o Negão na vontade, só observando a cena, ele ainda não havia iniciado a foda direito, só mantendo a velocidade controlada. Até que começou a foder e arrastar toda a camisinha por dentro do meu cu, desfrutando com gosto do aperto proporcionado pelo encontro de carnes.

- SSSS! Chupa essa piroca, anda!

O jogador cobrou atenção, justamente porque tomar no rabo com aquela pressão do Rafael estava sendo deliciosamente quente. À cada botada lá dentro, ele pareceu querer ir mais fundo e mais grosso, segurando em meus ombros pra me trazer de volta pra trás e, sem seguida, dando continuidade à encarcada abraçada com meu tórax, que nem bicho cruzando, copulando em prol de reproduzir-se.

- SSSS!

O elástico anal pegou fogo! A queimação tomou conta, porém sendo sempre guiada por uma temporária explosão de prazer quando o caralho grosso dele batia bem na parede final, no fundão de mim. Pesado, forte e grande daquele jeito, todo sobre minhas costas e esfolando meu cu sem pena, bem como avisou.

- Presta atenção, viado!

Tomei um tapa na cara e o ovo do Mazinho entrou na boca. Voltei a chupar e decidi que mostraria a ele como sossegá-lo: peguei na base da vara, mesmo contra sua vontade, e brinquei de arrastá-la no céu da boca, bem com a ponta do cabeçote deslizando.

- Tá maluco, seu viado!? Fff

Ela engrossou na hora, assim como a tora me explorando por trás, ele então tirou da boca e falou me olhando.

- Tu tá querendo que eu goze? Tá pensando que eu não vou meter nesse rabo depois dele?

Aí o Negão se meteu no diálogo.

- Então tu entra na fila, vascaíno!

Vê-los naquela objetificação sexual extrema me deixou ainda mais entregue ao Soneca. A envergadura da caceta já tava praticamente residente do meu ânus, ele pouco saía ou entrava, ficou com o corpo colado em mim e só brincando de me abraçar forte por trás, cutucando grosso e forte bem no fundo, dando muito mais prazer do que a ardência na beirola do cu. Veio baixinho no ouvido, prendeu meus braços pra trás com apenas uma das mãos enormes e, puxando pelo cabelo, falou.

- Já te fizeram gozar pelo cu, novinho?

A resposta saiu gemida.

- Nunca! ss

Mazinho e Rodrigão continuaram próximos, mas naquela discussão de sempre. Rafael então me deu a primeira lapada de mão no lombo, me deixando ainda mais envergado pra trás, como se eu fosse seu berimbau sendo tocado. Isso também mudou a forma como a pica entrou, batendo em outros pontos e me fazendo derreter.

- Bate, porra!

Ele não acreditou quando pedi, virando o rosto e olhando nos olhos.

- Você não toca pandeiro? - perguntei.

O puto arregalou os olhos, deu um sorriso com a língua mordida entre os dentes e bateu com vontade na minha bunda e nas coxas.

- SSS! Isso, caralho!!

Isso chamou a atenção do resto do grupo e, quando voltei a olhar pra frente, o Andrey já tava de pé e parado, me olhando com aquela cara de quem não quer nada. Pronto! Senti os joelhos doendo e o corpo começando a cansar, porém ele tinha algo em mente.

- Qual foi, novinho? Tu acha que tu sabe mamar?

No maior espírito de animal, ri e respondi tomando no cu, já mostrando os primeiros resultados de tanto aprontar com negões, desde o dia anterior.

- Eu não acho, eu tenho certeza!

Os outros zoaram nesse momento, porque falei bem certo e decidido, até um pouco orgulhoso. Ele veio andando com aquele jeito malandro, os ombros de um lado pro outro, e tirou a mão de cima do short branco. A vara toda puxada pra direita e pra cima, o tecido repuxado e pedindo pra ser removido. Da mesma maneira que o puto fez quando mijou, ele só levantou a perna da peça de roupa e colocou uma piroca LINDA pra fora. Pareceu aparentemente circuncidada, porque, talvez pela ereção pra cima, o prepúcio estacionou perfeitamente após a divisão entre cabeça e corpo, me deixando apaixonado com tamanha perfeição e beleza. Moreninha, com aquela pelezinha gostosa de lamber na parte de baixo, um sacão gostoso de guardar na boca e, conforme desconfiei, os pentelhos todos descoloridos de loiro, assim como o cabelo, o bigodinho de safado e até as axilas de favelado gostoso. Rola do tipo gordinha, que faz a gente querer se deliciar. Pensei em como ele se dizia viciado em boquete e concluí que aquele cacete era a união do útil ao agradável, tamanha minha fome de mamá-lo assim que vi. A cabeça era roxa escura, mas só na base, e já tava toda bojuda, esperando pela minha boca. Demorei muito tempo sendo socado pelo Soneca e admirando a tora pulsando na minha frente, média no comprimento e na grossura, só que isso não incomodou o Andrey, ele tava bem paciente, doido pra ser testado. Sabia bem que estava sendo analisado por outro macho, por isso não foi afobado e desfrutou do meu momento de voyeur.

- Tá com vontade de mamar, né? Agora tu se ligou quando eu falei que essa pica era pra mamar!

Sorriu bem piranho e balançou a ferramenta, me dando o controle à vontade. Eu agarrei e o olhei, o puto tava todo sorridente e cruzou os braços, curioso de por onde eu começaria. Fui iniciando uma punheta tímida só pra ver a rola pulsando, que foi o que aconteceu. Até deixei balançar no ar, aí ele mexeu com ela se propósito, como se tivesse pedindo logo uma mamada, uma agasalhada.

- Tá te chamando, ó! - falou charmoso e cínico.

Comecei a mostrar o que sabia, me aproximei e fui envolvendo a cabeça bojuda por toda a boca, fazendo ela escorregar pelas amídalas até à garganta, de onde não deixei sair. Aí sim fui fechando a boca e agasalhando o restante, deixando o piranho também na ponta dos pés. O ponto final foi a traquéia tomada de piroca e o nariz de cara entre os fartos pentelhos amarelos do marrento e compromissado, que não curtia usar alianças, mas tinha um nome tatuado no antebraço.

- Hmmm! Que isso, que boca é essa!?

Brincou com a cabeça pelas bochechas, passou só a ponta da minha língua pelo freio e foi guiando até o saco. Aí me olhou.

- Tá vendo meus filho? Cuida bem deles, deixa eles aquecido!

Chupei um ovo de cada vez, sentindo a textura dos pentelhos pela língua e nos dentes, além do delicioso cheiro de saco de macho pagodeiro. Ele foi se punhetando lentamente enquanto o fiz com cuidado, armazenando cada bola por um tempo. Um pouco mais ousado, tentei manter o saco todo, porém não consegui. Mesmo novinho, o puto já era sacudo, talvez pelo fato de adorar ser mamado e estar sempre com o leite em movimento, não era a toa que já era pai.

- SSSS! Isso, piranho! Porra, já tá ligado até como eu gosto, né? É fera mermo!

Foi nesse instante que ocorreu uma explosão. Algum gatilho ainda não disparado dentro de mim, disparou. Eu tomei uma tapa firme do Soneca no lombo e ele me colocou de lado na pedra, porém dando oportunidade deu continuar chupando o Andrey. Preparou meu rabo, voltou a meter com força e engrossando a tora, o saco batendo na porta do cu e eu envergado de lado em pica. Ele também sentiu aquele estalo, passou até a gemer baixinho no meu ouvido enquanto empurrou no meu rabo. Negão e Mazinho com as pirocas de fora e se punhetando de perto, Saulo impaciente olhando de longe, tentando parecer que não tava ali.

- Vai aproveitando, na minha vez eu vou te comer na pele, moleque! - Rodrigão falou. - Minha jeba é muito gorda, odeio camisinha!

A mão do Rafael me apertou o ombro e eu soube que algo havia mudado. Ele então pôs o queixo pouco barbado no meu pescoço e começou a chupá-lo, mexendo só com o quadril pra ir no fundo do rabo, quase que entrando em contato com o boquetão que tava pagando pro Andrey.

- OOoh!

O Negão então continuou falando.

- Tenho certeza que tu vai se amarrar em sentir meus filhos nesse cuzinho!

Outra vez apertado pelo que tava me esfolando com força. Pareceu até que ele tava sem foder e se deixando levar pelas palavras do primo. Mexeu de um lado, mexeu do outro e pareceu em completo contato comigo, numa sinergia única. A luxúria veio quando, ao mesmo tempo em que ele se preparou pra gozar, o favelado tapou meu nariz e afundou vara na garganta, se aproveitando da minha posição.

- Vamo ver se tu manja mermo! Quero ver tu mamar com a língua de fora!

Um macho preso em mim, as pernas por cima das minhas e me imobilizando também pelo membro socado no cu, outro afogando em piru, eu sem respirar e sendo testado. De novo a mão do Soneca apertou o ombro e ele começou a se contorcer devagar, grunhindo em meu ouvido e consumindo ainda mais meus movimentos com o peso do corpo rígido.

- SSSS! Caralho!! - ameaçou.

Andrey também forçou a caceta e tirou de mim, aflito de tesão, latejando todo babado e suado.

- Porra, que isso!!

Arregaçou a piroca e falou.

- Tá vendo a chapoca dessa piroca, viado? Tu vai mamar até deixar lustrada, tá ouvindo? Eu quero que tu olhe pra cabeça dessa pica e veja teu reflexo me mamando, tomando meu leite, escutou?

Aquele era um verdadeiro viciado em boquete, não esperei menos. Então ele deixou minha cabeça de lado na pedra, parou na posição como se fosse fazer flexões e tacou tudo na boca de novo, bem como imaginei que um genuíno amante de felador faria. A mistura do meter com o botar pra mamar: foder boca. Segurou a blusa, me afundou em pentelho e achou o ângulo ideal pra só bater com o saco no meu queixo, estocando sem dó na cara.

- FFFf! Arhh!

O suor dele começou a escorrer pelo meu rosto, aí a mão do Rafael me apertou pela terceira e última vez. O que o prendia, não prendeu mais. Largou o quadril no meu lombo e, em movimentos lentos e perdidos por entre tapas, com o peso das pernas sobre as minhas e eu tomando cabeçada de pica na garganta, ele alongou as metidas e reduziu o ritmo.

- SSSS! Tesão da porra!

Senti seu arrastar todo por dentro, bem quente e contagioso, tocando todas as partes. Foi quando ele soltou o primeiro jato de porra quente, que me fez derreter por completo e praticamente apagar de tesão. Meu cacete todo babado, talvez gozado, o mulatão ainda lá dentro de mim e a beirola ardendo de fogo. O cuzinho inadvertidamente tomando jatos e jatos de leitada, sendo que nada disso fora programado. Ele colocou o rosto no meu ombro e olhou com uma cara de carente, como se quisesse contar algo, ainda abraçado à parte traseira do meu ventre, preso a mim.

- Se prepara, viado! - avisou Andrey.

Soneca continuou dentro, enquanto o favelado também começou a esporrar na minha boca, jorrando gala até na garganta, que acabou escorrendo direto pra dentro, a ponto de eu mal sentir o gosto, não fosse pelo leite que caiu na língua, salgadinho e grosso.

- SSSSS! Piranho!! Engole essa porra, vai?

Usou a piroca pra ir me fazendo engolir e ainda ficou se masturbando na minha cara pra tirar o resto de esperma que ficou na vara. A ardência no rabo aumentou quando a pica do Soneca finalmente tornou-se meia bomba e escorregou pra fora, sendo apenas parcialmente coberta por uma camisinha toda suja de leite e rasgada, depois de ter galado meu rabo inteiro com uma quantidade abundante de esperma. Meu lombo todo marcado, arregaçado e cheio do fluído dele, que avisou que arregaçaria com vontade, e o fez.

- Foi mal, novinho! - falou rindo, não muito preocupado. - Acontece!

Aí levantou na pedra e tirou o resto da sunga, ficando peladão na frente de geral, o pau torto pro lado e mais ou menos flácido.

- Vocês foram fumar e nem chamaram, né?

- Ah, vai te foder! Tu veio comer esse viado e nem falou pra ninguém! - Negão disparou.

Ele então pegou um baseado com o Saulo e se afastou um pouco pra fumar sozinho. Andrey limpou o resto da rola na minha língua e foi acompanhá-lo em seguida.

Mazinho não perdeu tempo, foi parando na mesma posição que o Rafael tava e me penetrando com a vara sem dificuldade, uma vez que era menos grossa que a do bruto. Sem camisinha, pensei em pará-lo, porém a merda já tava feita e meu tesão já era injustificável, então só quis continuar aquela putaria, antes de acabar não tendo mais energia pra gastar tomando pica. Ele suspendeu minha perna e brincou de meter o quadril dentro, num ritmo circular e com o saco batendo na porta, empapando a porra que o Rafael já havia deixado ali e ainda usando como lubrificante. O Negão parou na minha frente de braços cruzados e a piroca pra cima, pulsando, inegavelmente a maior entre todos ali.

- Mentiu pra mim, né?

Não tive resposta, ainda mais em plena meteção com o moleque aflito do Mazinho.

- Me enganou, mandou o papo que não curtia. Agora tá aí!

Segurou a base grossa, balançou e bateu com a tora na minha cara, bem pesada e arrogante. Suspendeu o prepúcio pra me mostrar a cabeça, deixou o cheiro de pica subir até meu nariz e, mais despreocupado, foi passando a ponta da jeba pelo meu rosto devagar, brincando de me provocar até chegar à boca.

- Tu não merece essa rola, mas mermo assim vou te dar essa moral!

Tomou passagem e só parou na garganta, porém tão espessa que quase me rasgou os lábios e arregaçou de vez a mandíbula. Mesmo no fundo, eu não havia ido muito além da metade, faltando mais alguns dedos para conseguir engoli-la completamente. Ele só rindo e metendo devagar, brincando de me engasgar.

- SS! Isso, abre bem!

Descendo e subindo pra pescar na garganta. Até que o Mazinho me colocou de quatro outra vez na pedra, tomou firmeza com os pés e ficou tirando e botando tudo até o talo, bem no fundo, me dando tapas na bunda.

- SSS! Sabia que esse cuzinho era quente! Delícia!

- Deixa eu conferir se é mermo! - Negão pediu. - Aposto que é porque o primo já gozou nele!

E foi prontamente atendido, ambos trocaram de lugar e aí veio o grande desafio: hospedá-lo. No começo foi fácil, porque já tava preparado pelo Soneca e pelo Mazinho, mas mesmo assim não se tornou tão menos difícil, considerando o calibre daquele cafuçu atrevido que era o Negão da Melancia.

- Confia no pai! Tu confiou nesses comédia!

Seu jeito competitivo me ajudou a relaxar um pouco, porém o alargamento voltou a queimar de acordo com a entrada daquele taco pelo cu.

- SSS!

Bem mais grosso, bem mais fácil de agasalhar depois que entra, já que toca em todos os lados e direções. A quentura foi aumentando e ele iniciou a foda, me acostumando com o tempo, devagar no impulso e aproveitando da porra empapada do Soneca como lubrificante. Até que preferiu sentar-se à pedra e me colocou em seu colo. Fui quicando por cima da pica e ainda caindo de boca na piroca do Mazinho, que tava com o gosto do leite massento do Soneca, o mesmo socado no meu rabo com a rola preta do Negão piranho. Este, por sua vez, agarrou minhas nádegas e brincou de forçar o cóccix contra a verga, descendo com força por ela inteira, no pelo e na pele, do começo ao fim. Eu tava com uma trolha de mais de 20 centímetros toda atravessada no rabo.

- Piranha do caralho! Senta mesmo, com força! Senta como se essa fosse a última sentada que tu dá na vida!

Fui obedecendo e rebolando à cada descida, deixando Rodrigão aflito e bem mais grosso de tesão. Mazinho escalando e descendo pela minha garganta, também cada vez mais encaralhado por conta de tanto atrito, ao ponto de agarrar meu crânio com as mãos pra conduzir o boquetão na melhor maneira possível, fodendo minha cara. Foi quando olhei pro lado e não acreditei no que vi.

- Olha só quem tá aqui, Negão! - Mazinho provocou.

- Caô!? - nem ele acreditou.

Parado diante de nós, Saulo apertando a vara na bermuda e nos olhando sem piscar.

- Esse viado não toma leite? Tem um leitinho que vou bater aqui e não tô afim de jogar fora! Se ligou?

Encarei como um desafio e topei, porém sem saber como seria. Ele continuou como estava, se masturbando por dentro da roupa e observando tudo aquilo, dobrando um pouco o próprio corpo à frente pra ficar mais à vontade, porém sem entrar em contato com qualquer um de nós. Rodrigão me prendeu pelos ombros e, me subindo pelo quadril, avisou.

- Vou depositar os meus filhotes, ein!

Eu voltei a rebolar e segui engolindo a piroca do Mazinho. O Negão me abraçou todo e, parado, apenas com a cintura se movimentando sobre a pedra, danou de esporrar dentro do meu cu, misturando leite seu com o do Soneca, que me comeu minutos atrás.

- SSSS! Safado da porra! Tu gosta, né?

Senti o rabo tomado por um mar de leite e as forças do corpo indo embora. Mas Mazinho apressou meu parceiro de foda e pediu pra entrar, porque queria fazer o mesmo, e o fez. Posicionou-se atrás de mim, cessou a punheta e voltou a me comer com garra. Deu-me uns tapas na carne de mão aberta, xingou e prendeu as partes de trás das minhas coxas, fincado em mim.

- Arhhh! Cadela da porra, vou acabar contigo que nem eles fizeram!

O jogador não quis ficar pra trás, por isso acelerou ao máximo que conseguiu e brincou de me arrancar gemidos, misturados somente ao barulho das investidas do corpo rígido dele contra o meu todo exposto, dedicado a recebê-lo. Atrás do ouvido, mordeu o lóbulo e continuou apressado na meteção.

- Tu tá guardando filho, né? Vou te dar meus filhote pra tu criar, então!

Travou nossos corpos e, em trancos intensos e profundos, finalmente danou a esporrar, sendo o terceiro a me preencher com gala de macho pagodeiro, tirado a jogador de futebol, no caso. Pra finalizar o momento íntimo em grupo, Saulo veio chegando pra frente, pra perto de onde eu estava e, só me permitindo ver sua vara naquele instante, colocou pra fora e ameaçou o gozo.

- Se eu fosse tu, ficava de boca bem aberta, viado! - avisou.

Abri o máximo que pude, fiquei de língua pra fora e só aguardando, aproveitando da visão de estar ajoelhado e com aquele cafuçu me dando ordens. Logo aquele que pareceu o mais distante de toda aquela putaria desde sua chegada ao sítio, agora estava em seu controle e não me permitiu sequer tocá-lo, apenas aguardar pelo gozo e tomá-lo, pra ele não precisar de desperdiçar seu raro e precioso esperma. Talvez fosse um "hétero oportunista" e mão de vaca, que não curtia gastar leite em vão, mas também não ia me deixar mamar. E justamente com uma piroca tão atraente, mais grossa na base do que na ponta, parecendo um torpedo destruidor de cu. Dois ovos pesados e grossos debaixo, pra dar sustentação à base bruta e estufada de pelos. Devia ter uns 16cm, do tipo curta e grossa, estúpida, e com a abertura da uretra grande. Latino da caceta preta!

- SSSS! - começou.

Socando um punhetão arrogante, com muito cheiro de testosterona, pelos e um saco ENORME de boladão, parecendo um galão de esperma, o Saulo deu de suar pelo nervoso da situação, como se toda masturbação sua fosse um feito heróico de tesão. Contorceu o corpo um pouco pra frente e, num movimento de espremer a cabeça, soltou a primeira rajada FARTA, QUENTE e GROSSA de leite, que veio certeira na minha língua. Duas, três, quatro, cinco. Aí parei de contar, foram inúmeras. Ele todo à vontade, ainda tocando e gemendo pesado, sem parar de ejacular por um só segundo, que nem mijo. Eu fechei a boca pra poder engolir e ainda continuou saindo pela piroca, o puto dobrado pra frente e travado pelo tesão do orgasmo.

- SSSS! Avisei, viado! Hmmm

Fechei a boca pra dar outra golada em tanta gala docinha, aí ele finalmente parou, mas ainda esporrou nos meus lábios. Pra finalizar, arrastou somente a ponta da cabeça na minha boca, eliminando de vez qualquer sobra de porra que tenha restado e me dando a oportunidade única de entrar em contato mais do que direto com seu membro, porém só isso.

- Deixa ver! - ainda pediu.

Abri a boca e estava vazia, eu engoli todo aquele suco delicioso de macho hétero que não quer muito envolvimento, porém cujo néctar sexual jamais poderia ser simplesmente jogado no chão ou num vaso. Tinha que ter uma boca aproveitando, sorvendo, sentindo o leite, engolindo pra dentro de si pra saciar a sede, a fome de macho. Afinal de contas, aquele ali era o ouro de um doador de sêmen!

- Se eu fosse tu, ficava de boca bem fechada, viado!

Avisou apontando em meu rosto, mas nem me preocupei, só me senti cansado fisicamente. Deitei de lado novamente por sobre a pedra e fiquei ali me recuperando um pouco de tudo que fiz, agora sozinho. Repensei meus atos e imaginei em que formato estaria o cu a partir daquele momento. Os cafuçus fumaram maconha ali onde estávamos e me ofereceram, mas recusei.

- Vai ajudar a passar a dor! - disse Rodrigão.

- Não fumo, deixo pra vocês. - falei.

Soneca sentou do meu lado e ficou observando o estrago feito, aí deu um riso e se despreguiçou, cheio de sono e cansado como eu.

- Tá mortinho, né?

- Acho que não consigo nem levantar!

Ele riu safadamente e bateu na minha bunda, me ajudando a vestir o restante da roupa. Nos vestimos e começamos a voltar pro sítio. Estava fraco e acabado, além de muito ardido e assado, ainda lotado de leite, que veio escorrendo pelo caminho. À cada passo dado, uma dorzinha, um incômodo anal por tanta garra e teste de elasticidade. Os cafuçus ainda fazendo piadas, se zoando e me zoando junto, porém bem leves, os sacos parcialmente vazios, com exceção do Saulo, cuja habilidade era recarregar os tanques como se fossem uma cisterna de filhos. Até pensei em como poderia ser o Rafael aquele cheio de filhos, mas lembrei do jeito, do corpo e do comportamento e logo entendi. O celular vibrou no bolso da bermuda e eu sabia que eram meus pais.

- "Tudo bem? Por que demorou a responder?"

Pensei no que dizer.

- "Estava orando sem o celular, pra não me distrair. E vocês, tudo bem aí?" - perguntei pra tentar demonstrar interesse e disfarçar as mentiras.

- "Tudo lindo! Você ia adorar Israel!"

- "Só imagino! Aqui tá chato sem vocês!"

Ao meu redor, um grupo de cinco machos adultos e cafuçus que haviam acabado de manter relações sexuais comigo, cada um de um jeito. Dentro de mim, ainda tinha resto do leite deles, do fluído resultando do orgasmo alcançado com o uso do meu corpo, da minha carne, da exploração das entranhas quentes e apertadas.

Sarah e o ficante já estavam dormindo quando chegamos, tendo deixado apenas algumas peças de roupa espalhadas pela sala. Fui direto pro banheiro e Mazinho me seguiu, entrando pelo cômodo com a desculpa de que me ajudaria. Até ajudou, só que com seus métodos safados de tirar leite do meu cu com a própria vara, ou seja, fodemos debaixo do chuveiro, com a porta fechada e num silêncio promíscuo pra não acordar minha amiga.

- Já te falei que disposição é comigo, né?

Quando saí, fui direto à cozinha comer alguma coisa, aí encontrei Andrey só com aquele short e outra vez a piroca exibida, volumosa e balançante. Nos olhamos com aquela cara de quem sabe que vai rolar putaria, então não teve jeito. Ele só sossegou quando me botou de joelhos no chão da cozinha e voltou a torar minha boca, ficando saciado apenas depois de gozar fodendo no boquete. Alimentei-me tanto de comida quanto do leite dele, até que fui pro lado de fora do sítio e fiquei no campo, vendo os moleques jogando bola outra vez, porém com o cheiro de saco no queixo e alguns pentelhos loiros no dente.

- Quem ganhar, come o cu dele! - Negão apostou.

- Eu tô dentro!

Mazinho cobriu a aposta e outra vez me senti dominado à vontade deles, porém segui desejoso e afim da putaria, mesmo dando um tempo às poucas pregas restantes no cu, se é que ainda existia alguma, e sentando de lado no gramado.

- Não vou entrar nisso! - Saulo disse.

Só que, mesmo com toda aquela seriedade, ele continuou não se importando em me dar leite pra tomar, tornando-se um verdadeiro leiteiro orgulhoso, mesmo de longe. Inclusive, naquela madrugada, a gente voltou a beber e eles fizeram uma brincadeira divertida comigo. Me vendaram e eu tinha que adivinhar quem eu tava mamando, só pelo jeito e tamanho da verga. No primeiro, senti o tamanho médio encher a boca de forma ideal, como se a pica fosse meu número, feita pro boquete. Demorei de propósito e o puto tapou meu nariz e me fodeu devagarzinho no fundo da garganta por alguns segundos, rindo ao me dar fôlego novamente.

- Andrey, com certeza!

- Aeee, tô gostando de ver, ein! - ele comemorou.

Em seguida, a caralha enorme e grossa que quase não consegui engolir tomou conta. Tentou se mover, fazer qualquer coisa, mas o tamanho desproporcional dificultou.

- É o Negão da Melancia!

Todos riram. Adivinhei também o Mazinho, que quis me currar novamente, e, por último, ainda vendado, mamei uma piroca enquanto todos ficaram rindo baixinho. Pela minha demora em descobrir, senti ela um pouco insegura e não consegui descobrir de primeira. Usei a mão, suguei no talo grosso, sorvi a baba, mas nada, apenas a sensação de que ia afinando mais pra ponta. Aí tirei a venda e dei de cara com o Saulo todo fumado e risonho, tirando de mim uma piroca que deixou uma ponte grossa de baba até o lábio, só pela curta palhaçada de putaria.

- Ué?

Geral riu.

- Não se acostuma, não, foi só pra brincar! - avisou.

E acabou sendo mesmo, porque esses foram nossos únicos contatos. Ainda fui dominado pelo papo do Negão da Melancia antes do amanhecer, acabei entrando em vara outra vez e só então fiquei exausto, extremamente necessitado de dormir. Morto, destruído e arregaçado, adormeci como um anjo, não fosse pela queimação excessiva no rabo, que me fez acordar pra passar pomada no fim da madrugada. Cochilei todo torto, cheio de ardência e dor.

Ainda pela manhã, levantei antes de todo mundo e arrumei minhas coisas. Adorei a noite, porém não poderia continuar no sítio e perder o cu até o final do carnaval, mesmo porque havia marcado outros compromissos, que, àquela altura, eu mal sabia se conseguiria cumprir, considerando o cansaço físico e a queimação anal que se instalaram depois dessa orgia com cinco cafuçus. Em total silêncio, saindo com minha mochila nas costas, passei pela sala e me deparei com todos eles ainda dormindo, cada um num local diferente, entre colchonete, sofá, tapete forrado no chão e lençóis. Cinco machos feitos, com corpo experiente e temporariamente satisfeitos por tanta putaria, dormindo como se fossem molecotes cansados de brincar. Lembrei de tudo que fiz e até senti um certo orgulho, constatando que mostrei aquele grupo de pagode no que era bom. Ainda mais que cada um deles tinha sua própria habilidade específica, né? Um conjunto de cafuçus super poderosos. Um era especialista em boquete, o outro era cheio de hormônios, o terceiro era o mais pirocudo, o quarto o mais disposto e o último o mais bruto. Olhei pra ele antes de sair e o vi dormindo com a mesma samba-canção de quando chegou e se despreguiçou, após acordar da viagem. O Soneca era um puto de um gostoso e foi o primeiro homem a gozar dentro de mim, talvez eu ainda estivesse no efeito disso ao decidir fazer o que fiz. Aproximei-me dele e, pensando em satisfazê-lo dentro da sua própria condição, ou seja, enquanto tava dormindo, coloquei a piroca preta por fora da roupa e deixei respirar. O puto seguiu roncando, então, pela primeira vez, abocanhei a vara e senti o gosto delicioso de macho à vontade, descansado. Iniciei uma mamada de despedida e ele foi ficando duro, porém sem parar de roncar num só momento. Bati com a cabeça na língua, suguei todo o corpo e fui na garganta, porém nada dele acordar. Imaginei que não fosse gozar e aceitei que aproveitei ao máximo, então virei pra ir embora de vez, queria também dormir em minha própria cama, mesmo pensando sempre nos meus pais quando estava em casa. E lembrando de como eles me deixaram pra trás pra orar, enquanto preferi quicar. Não me arrependi, só fui embora. Quando cheguei no portão do sítio, ouvi a porta abrir e ele apareceu lá atrás, se despreguiçando do mesmo jeito.

- Já tá de saída, tu?

O mesmo tom baixo e tranquilo.

- Já! Não conta pra ninguém! - pedi.

- Não conto! - riu. - Mas só se tu se despedir na moral!

Eu dei pro Soneca outra vez, escondidos entre a moita e a alta cerca de madeira do sítio da Sarah. Agora sem tentar encapá-lo num preservativo, livre e de pé, pro piranho me torar de novo e me deixar novamente com as pernas bambas, ao ponto de não conseguir andar direito até o ponto de ônibus. Tapou minha boca pra que não gemesse alto e ficamos uns cinco minutos engatados, ambos suando e sem tirar a roupa completamente, numa foda bruta, apressada e de despedida, com gosto de última. Ele me encheu de tapa, tomou mais impulso e esculachou, afastando e tirando tudo, só pra entrar de novo.

- SSSS!

O choque dos nossos corpos foi uma das últimas coisas que ouvi, até que ele gozou dentro de novo e ficou só arfando, deslizando em mim. Fomos nos recompondo, ele vestiu outra vez a samba-canção e guardou a rola cansada, me observando subir a cueca e a bermuda, disposto a ir pra casa com parte dele guardada em mim.

- Vai fazer o que agora? - perguntei por curiosidade antes de sair.

Ele me olhou e riu.

- Vou tirar um cochilo! Tô cansadão!

Pensei no que faria e lembrei que não estava mais num Sábado de Orgia. Apesar do cu ardendo mais do que nunca, aquele era um novo dia. Estávamos no domingo. E seria melhor estar logo em casa, onde poderia desmaiar e finalmente desfrutar do sono dos justos. Adiantei o passo e fui me afastando do sítio, em direção ao ponto de ônibus. Sabia que gastaria mais dinheiro, mas ficar ali não era mais opção. Com a bunda deslizando e quase caindo de sono, voltei mais ou menos tranquilo, pensando que poderia desmaiar a qualquer momento. Felizmente cheguei em casa, porém isso levou quase uma hora. Saí no sábado, voltei no domingo.

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Conto do parceiro André Martins. Para acompalhá-lo você pode segui-lo nas seguintes redes sociais:

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Vale muita a pena ler todos os seus contos, porque é um melhor do que o outro. Espero que vocês estejam curtindo e logo mais a história continua.

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