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#Conto026 - Sexta-Feira de Folia (Festa da Carne)

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SINOPSE

Ao longo de 8 capítulos, acompanhamos o florescer sexual de Fabiano, um evangélico de 17 anos que cresceu retraído dentro das rédeas controladoras dos pais religiosos e conservadores. A aventura começa quando ele descobre que vão viajar para Israel durante todo o recesso de carnaval, não fosse por um detalhe crucial na hora do voo: Fabiano tinha medo de avião. Depois de muita conversa e promessa de oração, ele se vê sozinho em casa pela primeira vez na vida, longe das correntes que tanto o prenderam por 17 longos anos. E bem durante  a semana na qual a cidade pega fogo e todo folião pisa no mesmo chão. Abram alas à Festa da Carne de Fabiano! Depois disso, talvez ele nunca mais seja o mesmo.

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- Tem certeza que você vai ficar bem sem a gente, Fabiano?



- Mãe, eu vou fazer 18, não sou mais um bebezinho!


Ela começou a rir e passou a mão pelo meu rosto, toda arrumada para a tão sonhada viagem até Israel, algo pelo qual trabalhou bastante para conquistar, ao lado do meu pai, seu marido de anos. Aquela ali seria a primeira grande oportunidade de estar distante dos meus pais ditadores desde que nasci, tudo porque inventei um medo de avião em cima da hora. Mas essa mentira também tinha um preço.

- Lembra de tudo que falei, campeão? - meu pai perguntou.

- Como esquecer? Jejuar, fazer a vigília nas horas certas e orar antes de dormir. Deixem comigo!

Ele sorriu e me abraçou, minha mãe fez o mesmo. Antes de virar e sair, passou a mão no meu queixo outra vez.

- Que orgulho, meu filho! Mas que medo de te deixar sozinho aqui! - falou.

Eu dei um beijo no rosto dela e tentei tranquilizá-la. Imaginei que pra eles também fosse difícil não estar ao meu lado ditando regras, mas todos aqueles anos contribuíram para a construção dessa confiança que agora me permitiria estar sozinho por minha conta. Ou seja, só liberariam por confiarem bastante em mim. Principalmente pelo motivo-chave daquela preocupação excessiva: a época de carnaval. O que mais recebi foram ordens para não sair em nenhuma hipótese. A casa estava carregada de compras, podia ficar na piscina ou passar o dia no computador, mas não era pra sair, já que, segundo meus pais, é nessa época que o "inimigo ataca". É nesse recesso que o lado animal do homem se manifesta e ele se torna mais suscetível aos instintos fisiológicos, às malícias e desejos do mundo e da carne. Afinal de contas, aquela era uma Festa da Carne, até no nome dava pra perceber o sentido. Só que, após tantos anos me sentindo como não pertencente à minha faixa etária, eu mesmo decidi que poderia não mais segui-los, começando naquele exato momento de virar as costas no saguão do aeroporto e sair dali após beijos, abraços e desejos de boa viagem. Eu não viajei, fiquei em casa. Era apenas o primeiro dia de festas, o começo de uma Sexta-feira de Folia.

Bom, eu sou o Fabiano. Dezessete anos, cabelo curto e sempre na máquina dois, loiro e da pele clara. 1,72m de altura, 71Kg e muito na minha, do tipo caladão, que só escuta. Corpo normal, estilo meio nerd, mas nada exagerado. Estava cursando o último ano do ensino médio quando tudo aconteceu. Eu era completamente virgem, tanto de corpo quanto de mente, a única coisa não mais imaculada era a minha vontade, já que, pela primeira vez até então, tomei a iniciativa de inventar uma razão pra não seguir meus pais e fazer valer o meu próprio desejo, meu ego de ficar em casa. E foi só me despedir deles e fechar o portão que o corpo esquentou. Eu estava descalço, ouvi um som alto vindo da esquina e umas pessoas passando fantasiadas pela rua, todas bem animadas e se dirigindo a algum bloco próximo, mesmo com o sol no céu. Um calor no ambiente, um tipo de fogo queimando sob os pés, até que a sensação de liberdade tomou conta de todo o corpo, tipo um formigamento nas pontas da pele. Eu poderia fazer tudo que quisesse, pelo menos durante os próximos sete dias, período pelo qual estaria sozinho. Mas iria com calma, mesmo sabendo que a vontade era maior que tudo. Eu tentei cochilar mais um pouco após meus pais saírem, ainda estava de tarde, mas a animação era tanta que não consegui sossegar. Quando me preparei pra levantar outra vez da cama, escutei a campainha tocar e saí pra ver do que se tratava.

- Batucada boaaa, cerveja geladaaa!

Da porta da sala, escutei um assobio e a voz grave e perceptível entoando uma espécie de pagode enrolado, como se não soubesse toda a letra. Olhei pro portão e vi um cara parado, pele negra, com uma espécie de capacete desses de segurança do trabalho na cabeça e uma blusa branca de uniforme. Barba cerrada, descendo pela lateral do rosto e juntando num cavanhaque.

- Opa! Sou o Robson, da hidráulica! Vim vê a bomba que teu pai mandô!

Não lembrei de nada combinado no momento, mas a visão daquele homem parado mexeu comigo. Ele ainda tava com um braço levantado e apoiado no muro, na maior pose de malandro, mesmo que eu só tenha conseguido ver a parte superior do corpo até então. A marca de suor na blusa vi de longe.

- Ah, sim! - respondi.

Desci devagar e abri pro Robson entrar. Ele passou por mim e me esperou fechar o portão, observando a fachada da casa com curiosidade.

- Casarão, né, rapá?

- Sim.

Ele estava de calça jeans clara e sapatos pretos, contrastando de uma maneira muito atraente, dando a impressão de que o cara era todo grandão. Pra completar, o tecido estava mais ou menos justo na altura das coxas, me deixando um pouco desconfortável quanto ao volume produzido entre as pernas.

- Muito calor, né?

- Tá bem quente mesmo! - respondi.

Ao passar pela porta da sala, ele parou com as mãos grandes nas laterais do vão e olhou ao redor. Eu só percebi depois de chegar ao corredor, aí olhei pra trás e o vi parado.

- Caraca, isso aqui tá um brilho!

E aí aconteceu a pior coisa que poderia ter acontecido até então. Eu havia prometido aos meus pais que não sairia de casa durante o carnaval, tanto pela necessidade quanto pelos perigos da cidade, mas, como disse, a intenção era fazer alguma coisa. Só que, ao contrário do que eu mesmo poderia imaginar, nem precisei abandonar meu lar pra conhecer o que era o verdadeiro perigo. Ali, diante dos meus olhos, debaixo do meu nariz e sob o teto onde eu e meus pais orávamos pela redenção dos pecados diariamente, o Robson me olhou e, sem parar de fazê-lo, abaixou um pouco e começou a remover os sapatos devagar. Eu até quis dizer que não precisava daquilo, mas as palavras simplesmente não saíram. Me olhando, ele tirou o primeiro sem desfazer cadarços, só atolando o dedo na parte do calcanhar e puxando na força. Aí tirou o outro e, no segundo seguinte, abriu aqueles pezões enormes e livres no chão da minha sala. Ele não tinha chulé, só que havia ali um odor característico e que mexeu muito comigo, numa maneira positiva. Por alguns segundos, me senti tão estranho que pareceu até que ele havia tirado as roupas e estava nu. A sensação que tive foi de que aqueles pés deveriam estar tão cobertos quanto as próprias genitálias do técnico hidráulico, tamanha obscenidade e atração.

- Bem melhor, né não? - perguntou.

- É, é!

Não quis fraquejar mais, então virei e continuei andando rumo ao quintal dos fundos, onde ficava a bomba da casa. Ele veio me seguindo e, nas poucas vezes que olhei de relance, percebi que o Robson estava olhando pra dentro dos cômodos, conforme avançamos pelo corredor.

- Tu tá sozinho, moleque?

- Sim! Meus pais viajaram hoje cedo!

- Porra, que maravilha! Na tua idade e com a casa só pra mim, quem dera!

Deu uma risada gostosa e amarelada, e coçou a parte de trás da cabeça, suspendendo um pouco do capacete. Nesse instante, percebi a aliança no dedo anelar. O cara era no mínimo noivo. Chegamos à parte de trás da casa e eu indiquei onde ficavam as bombas. Ele agachou no chão, mas sem sentar, e isso voltou a produzir um volume desconcertante no jeans, que ficou bem massudo, maludo, atraente e me fazendo sentir calor. Importante lembrar que eu era evangélico e gay, ou seja, já tinha sentido bastantes coisas, porém nada tão próximo e diante dos meus próprios olhos, debaixo do teto que meus pais mantinham com muito controle. Imagina se soubessem? Os pés dele eram tão escuros quanto a pele e estavam bem abertos no chão, dando a sustentação necessária para um homem daquele porte mexer os brações sem perder o equilíbrio. Ao mesmo tempo, o Robson continuou conversando, me deixando ainda mais vulnerável com a presença inevitavelmente sexual. Será que ele sabia de mim?

- Fala tu, novinho! Vai ficar sozinho até quando?

- Até quinta.

- Porra, e como que tu ainda não encheu essa casa de piranha!?

Eu só consegui rir, não tive resposta. Ele insistiu, mordendo um fio pra dividi-lo em dois, sempre me olhando e eu disfarçando pra não ter que olhar pra mala dele me namorando, ou então não acabar me perdendo em cada gesto másculo e firme daquele corpo tão atraente ao fogo da carne. Aquele era o comportamento natural de um homem do mundo, bem diante de mim. Meus pais jamais imaginariam que o "inimigo", na visão deles, entraria em nosso lar a pedido deles pra mexer comigo, me incitar, me atiçar e praticamente coagir. Como dizem, esse inimigo tem várias maneiras de agir, pode ser pelo que gostamos, por exemplo.

- Se eu fosse tu, já tava cansadão de.. ó!

Aí bateu a parte traseira de uma mão na palma da outra, como quem quer significar que está metendo, fazendo um barulho de choque entre corpos. Ele voltou a rir, só que de um jeito safado, mordendo o lábio, típico de quem sente o que está dizendo. Eu dei um jeito de sair dali pra não fazer besteira.

- Quer uma água?

- Tu dá essa moral?

Fui à cozinha e voltei com uma garrafa e copo. Quando me viu, ele ficou de pé e, mais uma vez, acabei me rendendo momentaneamente a admirar seu jeans volumoso. Se abaixado estava marcado, de pé pareceu até que o técnico tava excitado. Enquanto virou o copo d'água com uma mão, aproveitou pra coçar o saco com a outra, aí me fiz, não tive como resistir. Acompanhei o trajeto exato dos dedos no que pareceu a parte de baixo do saco dele dentro da cueca, mas só enquanto o safado virava a bebida.

- Valeu, moleque!

Ao todo, ele tomou uns três copos, um atrás do outro. Eu decidi enrolar um pouco mais na cozinha pra não acabar me descontrolando de vez, até que, após uns minutos, o Robson entrou com os pés expostos e, secando a testa com um dos antebraços, falou comigo.

- Terminei, tu fala pro teu pai que já troquei as bobinas.

- Já? Tudo bem! - esperei. - Quanto é?

- Ele já deixou certo lá na loja.

- Ah, sim.

Parei de fazer o que fazia e me preparei para levá-lo ao portão, uma vez que o serviço estava finalizado. Andando pelo corredor, ele parou na porta do banheiro.

- Vou só dar um mijão, já é?

- Claro, fica à vontade!

Aquele jeito de falar, a atitude no fazer antes de perguntar, toda essa ousadia e presença estavam me deixando louco. Pela primeira vez, estava sentindo fogo no meu corpo, a ponto de mexer algumas partes que nem sabia que poderia mexer. As pernas, o ventre, o tórax, tudo queimando de vontade de fazer alguma coisa. O cenário de um macho daquele tamanho, descalço, suado e todo malicioso, todo malandro, bem no meu banheiro e mijando de porta aberta, me deixando ouvir o barulho do mijo farto escapando pelo buraco da caceta e caindo pesado na água do vaso, respingando por todos os lados, de repente até deixando na tábua a marca de quem passou por ali, típica desses homens preguiçosos e famintos, malandreados. Eu estava fora de mim nos pensamentos. Até que ele voltou a assobiar e, sem mais nem menos, saiu do banheiro. Eu não escutei torneira ligando e nem descarga, ou seja, o Robson mijou e saiu sem lavar as mãos ou limpar o mijo que deu. Ele mijou na minha casa e deixou lá pra eu ver. Fomos até o portão e lá ele me entregou um cartão.

- Se precisar de mais alguma coisa, moleque! Tamo aberto no carnaval!

- Obrigado! Vou falar com meu pai.

Ele se despediu com um aperto de mão, a mesma mão que segurou a rola pra mijar, sacudiu, respingou gota de mijo e agora entrou em contato com a minha. Eu sei que deveria achar tudo isso muito nojento, mas dentro do contexto da situação entre nós, tenho quase certeza que fora proposital. Não sei explicar ainda, mas, ao entrar na minha casa, o técnico hidráulico pisou com aqueles pés experientes e descarregou todo seu calor diante de mim. Bebeu água, me confessou desejos sexuais e vontades explícitas de gozo, apalpou a mala, mijou no meu banheiro e me passou seu cheiro pelo toque da mão. Se isso não era safadeza, então não soube mais o que poderia ser.

Acho que não preciso dizer que, sendo jovem e inexperiente, além de estar apenas no começo de toda a descoberta sexual, fisicamente falando, corri de volta pro banheiro só pra sentir o cheiro do mijo de macho do Robson, o negão gostoso que veio me dar bom dia na sexta-feira de folia. Casado, troncudo, pés de fora e solto na rua, visitando casas e manifestando aquele comportamento de cafuçu faminto. Até as gotas de mijo na borda do vaso me excitaram, eu me segurei pra não me masturbar, já que era algo que eu raramente fazia, talvez por pressão e neura dos meus pais em tentar impedir minha puberdade, juventude. Foi todo esse pensamento que me deixou um pouco arrependido de não ter feito nada com aquele macho.

- "Calma, é só o começo do carnaval!" - pensei, tentando me consolar.

Lembrei que, estando sozinho, eu mesmo teria que fazer a comida, então fui pra cozinha e tentei não pensar muito naquele homem gostoso que me deixou todo foguento, o que foi bastante difícil. Só na hora de sentar pra comer que percebi que meu pai comprou suco, em vez de refrigerante. Peguei meu dinheiro, coloquei um short curto e saí, rumo em direção ao barzinho que fica na esquina da rua. Tava vazio, tocando uma música dessas de carnaval no rádio. Do lado de fora, na parte coberta, uma mesa de sinuca com três moleques sentados e conversando. Assim que entrei, começou a tocar Pablo Vittar e eles ficaram rindo. O primeiro eu conhecia de vista, era o Diogo, filho mais velho do dono do bar. Boné pra frente, bermuda de surfista e sem blusa, cordão de prata no pescoço e pele morena escura, porém mais clara que a do Robson. Do tipo pegador, que todo mundo no bairro comenta por conta dos vários relacionamentos rápidos. Alguns pais reclamavam que ele comia as filhas e depois largava, inclusive. Braços fortinhos, talvez uns 21 anos e ainda com jeitão de moleque, mesmo sendo o mais velho. Vira e mexe tava soltando pipa com os outros na rua, quando não tava se pegando com alguma das meninas nos becos. Do lado dele, o Douglas, seu irmão Caçula, mas não menos piranho ou menos seguidor do mesmo caminho mundano do mais velho. Aos 18 anos, a fofoca do momento era que ele tinha sido pego colocando uma namoradinha pra chupá-lo na praça, de madrugada. O mesmo porte físico do irmão, só que fisicamente um pouco menos desenvolvido, sem tantos pelos nas pernas grossas, porém não menos gostoso. Samuel ao lado deles, amigo de infância, um jeito de nerd meio safado que não soube explicar no começo. Cheguei ao balcão e um coroa veio me atender.

- Boa tarde!

- Boa tarde, eu quero guaraná, por favor!

Ele devia ter uns 40 anos, o rosto másculo e com marca cinzenta de barba que não poderia mentir: era o pai de dois dos moleques abusados que ainda estavam rindo, sentados sobre a mesa de sinuca. Também sem blusa, ombros espaçados e com as clavículas delineadas por entre alguns pelos do peitoral, que um dia já fora definido. A discreta tatuagem de guerra, com um cavalo de pé tatuado no peitoral. "Cavalaria", pensei. Apesar da barriguinha de chope, a parte superior da carcaça de ex-militar estava em dia. Enquanto ele foi buscar o refrigerante, fiquei só ouvindo a conversa dos moleques do lado de fora.

- Ah, não, menó! Comer cu de viado, não dá!

Começaram a rir. Talvez tenha sido a primeira vez que ouvi tão abertamente aquele linguajar de moleque abusado. Os três falando alto, como se quisessem ser notados, ouvidos, vistos por alguém que não soube quem, não ainda. Não demorou muito, o coroa voltou e eu me preparei pra sair dali. Eles continuaram entre as piadinhas internas e risadas, eu só caminhando pela rua e ouvindo pelas costas, mas não eram coisas explícitas sobre mim. De alguma forma, talvez por dar início ao testemunho daquelas malícias dos homens mundanos, eu estava começando a notar como algumas coisas ao redor pareciam um pouco mais propositais do que imaginei que fossem.

Cheguei em casa com o corpo elétrico, pegando fogo, então não consegui ficar muito tempo parado depois de almoçar. Fui logo pro celular falar com algumas das poucas colegas de classe com quem eu ainda falava vez ou outra, pra saber o que cada uma faria e onde estavam. Em poucos minutos de conversa no grupo, encontrei diversas possibilidades de sair e tornar meu carnaval mais diversificado. Pensando nisso, marquei três compromissos diferentes adiante. No dia seguinte, sábado, eu iria com uma amiga até o sítio da família dela, onde rolaria churrasco, pagode e roda de samba com grupo se apresentando, bebida e piscina à vontade, mesmo eu não bebendo. Para o domingo, sairíamos eu, outra amiga e um grupo de conhecidos dela, para um bloco de rua que acontecia todos os anos numa praça do Centro da cidade. Por fim, na segunda-feira, topei viajar com minha prima até à casa de praia, mas sem ela contar pros meus pais. Como imaginei ser o final do carnaval, programei a calmaria pro desfecho, tendo oportunidade de me divertir de três maneiras diferentes até o retorno deles. E por falar neles, já tinha não sei quantas mensagens de ambos falando comigo.

- "Jejuando, né? Já orou, campeão?"

- "Não esquece da gente, hein! Tira foto quando for orar!"

- "Deixa comigo!" - respondi em texto. - Que saco! - reclamei verbalmente.

Passei o resto da sexta-feira tentando me aquietar pro primeiro final de semana batendo pernas na rua, longe dos meus pais e sem eles saberem, uma vez que prometi orar, jejuar e fazer vigília. O jejum eu quebrei ao almoçar, tava cheio de fome e sei que isso não tem nada a ver com pureza de mente ou corpo. As orações eu já não fazia há meses, não foi algo que comecei no carnaval. Agora, a vigília foi a parte que mais me motivou. Eu deveria estar em oração por aqueles que não entendiam dos males mundanos que a Festa da Carne promovia, só que, ao contrário disso, eu dediquei meu tempo a programar eventos nos quais eu mesmo iria me divertir. Então, de uma forma ou de outra, eu me preparei pra descobrir o perigoso mundo dos homens. Eu estiquei a perna pra dar o primeiro passo com meu pé puro no imundo solo pecaminoso que reside no ventre masculino. Na cintura impositiva e cheia de fome. No ego inflado e tomado por vontades, desejos que o homem, em si, não consegue dominar, porque, independentemente de ser sapiente ou consciente, ele mantém sua posição de ANIMAL. E, pra piorar - ou melhorar a situação - animal no topo da cadeia alimentar. Eu me preparei, me programei pra começar as aventuras na selva de machos que o carnaval provê. Um mundo sujo, pensado com a cabeça de baixo e levado adiante apenas pela vontade animalesca do ser humano. Sem mais metáforas, eu comecei meu carnaval quando peguei o telefone, lá pras onze e pouca da noite, e liguei pra lanchonete que ficava num bairro vizinho ao meu.

- Boa noite, vocês ainda estão entregando?

- Sim, só vai demorar um pouquinho, tem problema?

- Não, não, eu espero!

Fiz o pedido, escolhi como pagaria e a moça que me atendeu disse que demoraria até quarenta minutos pra chegar. Eu tava com fome, mas sabia desse tempo e mesmo assim aceitei receber o lanche. Enquanto isso, fui pro quarto e fiquei deitado, assistindo à reportagem na TV falando sobre os blocos de rua. Pensei que não tava fazendo nada em plena sexta-feira de carnaval e acabei pegando no sono enquanto isso. Quando acordei novamente, num susto pelo barulho da reportagem, mais de quarenta minutos já tinham se passado e nada do lanche chegar. O estômago roncou, mexi no celular e me certifiquei de que, por engano, a entrega de repente não havia chegado e eu estava dormindo. Não. Nada ainda, nem sinal. No meio dessa confusão, cochilei novamente e mais vinte minutos se passaram, totalizando uma hora do pedido. Eu mesmo já havia desistido de comer, pensei até em inventar alguma coisa na cozinha, mas a preguiça venceu e continuei deitado, como numa falsa esperança da entrega ainda chegar, mesmo naquele horário. Algumas dezenas de minutos depois de toda essa inércia, uma e pouca da noite, a campainha de casa tocou e eu tomei um susto.

- Impossível! - falei alto.

Antes de conseguir levantar pra atender, o barulho voltou a se repetir, indicando que alguém estava bem impaciente no portão. Aí vieram as buzinadas da moto e fiquei um pouco irritado por ser apressado, ainda mais por quem me deixou esperando, considerando que aquele era o lanche mais do que atrasado. Me preparei pra mostrar a cara fechada pra quem quer que estivesse ali, mas quando abri o portão e dei de cara com aquele entregador, não tive reação alguma. Primeiro que o mulato tava só de camiseta, bermuda e uma dessas botinas de couro enormes. Segundo que, por cima, uma jaqueta também de couro e meio surrada, amassada. O moreno sorriu ao me ver e começou a falar.

- Porra, mermão! Eu tenho que te falar..

O tom arrastado e o hálito de bebida me deram a certeza de que o cara tinha bebido muito antes de subir naquela moto. Mas não interrompi, até porque, a visão dele todo enorme montado naquele veículo me deixou oco por dentro, vazio de qualquer sensação, senão a curiosidade.

- Eu saí de lá sem troco e tive que voltar, tá ligado? Aí passei no meio do furdunço!

Enquanto explicou, ele foi gesticulando de um jeito espalhafatoso e sério, mesmo alcoolizado. Estava sem meia, as canelas peludas de fora, um excesso excitante de gírias, movimentos e ginga que só aquele tipo de macho poderia ter. Bonezinho na cabeça virado pra trás, aparentando uns 28 anos no máximo e algumas tatuagens pelos braços de fora da jaqueta escura. O cabelo curto e loiro gema, descolorido por conta do carnaval, ou seja, um estilo total de marrentinho, meio favelado e abusado, que fala querendo atenção de quem tá ouvindo.

- Foi mal mesmo, parcero! Esse aqui é no nome da casa!

Aí esticou um pacote e me entregou o sanduíche embalado, junto com batatas fritas que não havia pedido.

- É sério? - perguntei.

- Pra tu não ficar pistola, tá ligado?

Aí subiu na moto, todo torto, e, posicionado pra dar partida, não pude deixar de notar o pacotão entre as coxas. Aquele couro, aquele homem, aquela posição e controle da moto em si. O jeito de malandro embriagado e meio entregue ao ambiente. O coração pulsou e acompanhou meu corpo quente. Abri a boca e só depois de falar que parei pra pensar.

- Cê tá bem?

Eu me arrependi.

- Eu tô suave, moleque!

- Tá mesmo? - esperei.

Ele me olhou como quem tava tentando sacar alguma coisa, daí continuei.

- Quer jogar uma água no rosto?

Falei observando a barbicha rala do gostoso. Ele meio que mordeu o lábio inferior e, sem falar nada, desceu da motocicleta jogando a perna e ajeitando a mala. Passou por mim no portão e me deixou de pernas bambas, entrando com o veículo. Aquele era o primeiro homem a me dar condição e topar uma sugestão minha, tudo com pecado em mente. Um homem feito, adulto, másculo e experiente, bem mais velho e mais cheio de responsabilidades do que eu, que estava entrando na minha casa praticamente ao meu pedido, meio bêbado ainda por cima, e provavelmente muito ciente das minhas intenções consigo. Um macho à mercê, exposto na rua pra quem quisesse ver. Ele teve a mesma reação ao entrar pela sala.

- Caralho, viado! Tu mora aqui?

O vocabulário que me deu a certeza do que eu tava fazendo.

- Sim!

- Porra, imagina o teu banheiro!

Enquanto ele me seguia, eu só observei sua presença notável e corpulenta no cenário delicado da sala de estar, totalmente imaginado pela minha mãe, porém agora ilustrado por mim. O entregador entrou pelo banheiro e foi meio cambaleante até à pia. Lavou o rosto, se olhou no espelho e secou na blusa, levantando e me exibindo o tórax deliciosamente definido por cerveja, chopinho e churrasco. Uns pelos que me deixaram mais tempo do que o normal observando, até que fui pego pelo olhar dele no espelho rindo de mim. Como se aquilo não fosse nada, o safado foi até o vaso.

Os segundos entre o antes e o depois foram muitos. Ele me olhou antes de fazer o que fez. E sorriu, ao mesmo tempo em que o pau escuro e com a cabeça meio lilás, de fora, foi posicionado nos dedos e o jato de mijo veio forte, levantando aquele cheiro delicioso de macho. O cara começou a mijar olhando no fundo dos meus olhos, eu totalmente sem saber o que fazer, mas o mijo descendo firme e fazendo aquele barulho no choque com a água. Lembrei do Robson mais cedo e, diferentemente de como aconteceu, o entregador começou a se excitar enquanto tava mijando. Ficou tão galudão que foi ficando difícil de continuar a mijada, já que a caceta ficou dura e envergadinha. Devia ter uns 18 centímetros e não era tão grossa, porém nem tão fina também. O saco grande abaixo dela. Ali, diante dos meus olhos, estava um macho excitado e pronto pra saciar seu desejo comigo. Ele teve que forçar as últimas jatadas de urina, porque a verga virada na direção do umbigo vibrou e não permitiu que fluíssem naturalmente. O sacão preto e enorme, pesado por dois ovos desenvolvidos e produtores de leite capaz de manter sua linhagem seguindo adiante. Ele sacudiu a rola várias vezes até eliminar completamente as últimas gotas do mijo que fez, até que esse movimento foi se transformando no ensaio do começo de uma punheta tímida, porém sem vergonha e feita bem na minha frente. Tentei dizer algo, mas não consegui. Ele então colocou a piroca pra dentro da bermuda e começou a sair, desfazendo tudo que pensei em fazer e me lembrando outra vez do Robson, o técnico hidráulico que acabei deixando escapar mais cedo. "De novo não!", pensei, mas não tive iniciativa. Fomos andando de volta ao corredor e aí ele chegou novamente à própria moto. Foi quando me olhou e outra vez não consegui disfarçar a manjada no volume de ereção marcada na calça. O puto então riu e decidiu ele mesmo continuar o jogo.

- Mijei e fiquei galudão, ó só..!

Mascou a tora massuda diante de mim e esperou pela reação. Foi o primeiro sinal de que meu corpo era dedicado a obedecê-lo. Imagina se meus pais soubessem do que estava prestes a acontecer naquele quintal? Ainda bem que os muros eram altos. Dei poucos passos e parei um pouco trêmulo atrás do malandro que me deu sua ordem de obediência. Ele passou a mão pesada e grossa pelos meus ombros e, devagar, sorrindo amarelado e me olhando nos olhos, foi me abaixando em prol da putaria e ao redor do deu ego. Desci entre as pernas dele, diante da motocicleta, e o safado aproveitou pra se apoiar nela, colocando o descanso no gramado. Deixou que a bermuda jeans caísse por sobre as botinas de couro, deu duas pauladas na mão e fez barulho, ainda rindo pra mim. Esticou um pouco as coxas, segurou o mastro no talo e me puxou pela nuca.

- Abre a boca pro pai!

Só pude obedecê-lo, todo lento e inocente na fome sexual que um cafuçu piranho daqueles poderia ter. Talvez eu tenha subestimado muito, não sei dizer. A boca mal abriu e foi invadida pela cabeça grossa e destacada do corpo de uma piroca preta, grossa e com cheiro de mijo delicioso de macho entregador, que passa o dia em cima de uma moto, vestido de couro e fazendo serviços. O mesmo macho safado que, parado no sinal, deve ver uma raba passando empinada numa bicicleta e fica todo galudão, com o caralho roçando babão contra o tecido da bermuda, já que era bicho criado solto e não permitia cueca. Que macho do caralho, meus mamilos endureceram e eu comecei a me perder daí. Agarrei a vara pela base, senti o peso dos ovos na mão e chupei a cabeça como se fosse uma chupeta, prestes a tirar algo quente de lá de dentro. Ele gemeu e esticou ainda mais as pernas, fazendo biquinho.

- Vai na garganta!

Eu não soube o que fazer, afinal de contas, mesmo muito afim, aquele era meu primeiro boquete. Tentei ir com a piroca mais no fundo da boca, mas o máximo que consegui foi deslizar a ponta no céu, deixando ele todo babando e safado. Foi nesse momento que o entregador fez a descoberta crucial que modificou nossa putaria. Ele viu que não fui no talo, parou tudo e me olhou nos olhos, segurando meu queixo em uma só mão.

- Tu não consegue ir no talo, não?

Fiz que não com a cabeça e ele riu na minha cara.

- Essa é a tua primeira mamada, viado?

Aí fiz que sim e o puto não se fez.

- Deixa que eu te ajudo, vem cá!

Segurou minhas mãos sem dar escolha, posicionou o rosto entre elas e abriu minha boca. Aí levantou o corpo, me apoiou sentado no chão e com a cabeça virada pra trás, apoiada no assento da moto. De cima, ele veio afogando a chapoca da piroca lá no fundo da garganta.

- SSS! Isso, viado! Para aqui, ó!

Aí sentou o primeiro tapa na minha cara e me deixou em chamas, todo empinado no chão e doido pra ser dominado na marra, algo que nunca teria imaginado até então. Lembrei da distância na qual meus pais se encontravam e fiquei ainda mais afim de crescer naquela situação. O cabeçote continuou descendo e parece que passou além da traqueia, até que senti dois ovos enormes e estufados de leite repousando por cima do meu nariz, bem diante dos olhos, com aquela textura que deixa a vontade de cair de boca e engolir tudo junto.

- Caralho, viado! Parece que tô pescando nessa tua boca com a minha vara, se liga!

Brincou de subir e descer o corpo, o que causou esse mesmo efeito na rola atravessada na goela, engrossando e alargando ainda mais o espaço interno, deixando minha boca praticamente arregaçada por conta da largura excessiva e bruta. Toda essa agitação trouxe um filetão de baba que ficou parecendo uma ponte ligando boca e saco pesado do entregador, sendo respirado e aspirado pelas narinas. Eu tava todo tomado de macho, em todos os sentidos, até na mente.

- Isso! SSSSS

Com as botinas de couro firmes no chão e as pernas esticadas pra manter o equilíbrio, ele ganhou toda a força necessária pra só meter o quadril na minha cara, empurrando caceta no fundo da garganta e fazendo minha boca de cu. O filho dos evangélicos estava atravessado em piroca preta, de macho da rua, do mundo, em plena Festa da Carne. Saí dos pensamentos com dois tapas na cara e sendo praticamente entubado, porque a vara engrossou ainda mais e tive que parar, senão morreria asfixiado. Ele apertou minha nuca como se eu fosse uma cadela sendo suspensa pela pele do pescoço, levantou só de camiseta e as botinas, a caralha envergada pra cima e latejando.

- Apoia aqui, moleque!

Nem hesitou, me colocou apoiado na moto e virado de bunda pra si. Aí removeu a jaqueta de couro e a camiseta que usava por baixo, ficando só com as botinas e me observou naquela exposição, todo sem jeito.

- Tu nunca deu esse cuzinho, né? Deixa eu te mostrar como se faz!

Eu fiquei nervoso e senti o rabo piscando incessantemente, doido pra ser possuído pelo macho entregador, aflito pelo prazer de ser alargado fisicamente só pra poder COMPORTAR todo o tamanho da caceta dele, o que ele tinha de mais prazeroso em sua própria visão e o que mais o deixava excitado, de pau em pé e babando. Pensando nisso tudo, resolvi que era hora de libertar meu lado piranho, até porque, era só o primeiro dia de carnaval e eu não poderia apenas ser iniciado, tinha que iniciar. Parei empinado na moto, arreganhei a bunda e pisquei o cuzinho na direção do entregador, todo arrebitado. Olhei pra ele e sorri. Foi a melhor pior coisa que fiz, o puto esfregou as mãos diante do banquete que faria e em seguida as ganchou pela minha raba. Ganhei de cara três tapões que só fizeram me arreganhar ainda mais, todo exposto, com as entranhas prestes a serem conhecidas por um mulato aleatório e desconhecido, que atrasou meu lanche e bebeu além da conta. Ele então não se deu por satisfeito, enfiou a língua no buraco elástico que continha minha virgindade máxima, totalmente inalterada e não mexida, agora começando a se alargar na língua faminta de um macho feito.

- SSSSSS!

Quase subi pela moto, arreganhado no quintal onde meus pais evangélicos plantavam flores, o tecido do assento apertado por entre os dedos de tanto tesão e nervoso que senti com a barba do entregador roçando minha raba e as mãos me batendo, deixando o lombo marcado e quente. Ele então parou e veio chupar meu pescoço, morder minha nuca, até voltar a descer e cair novamente com a boca no cuzinho, revezando tapas e até socos na carne das nádegas. Por alguma razão, aquele homem com jeito de molecote quis muito me marcar, tanto apertando quanto puxando a pele de propósito, dando beliscões enquanto se preparava oralmente para me penetrar, romper minha castidade tão guardada por meus pais até então.

- Se prepara, viado! - avisou.

Empinei a bunda de quatro, um dos piores jeitos pra perder a virgindade, só que eu ainda não sabia disso. Inocentemente, até tentei ficar de ladinho, mas o cafuçu bateu na raba e se manteve exigente.

- Não, eu quero te comer de quatro, viado! Vai fugir não!

Eu me senti! O corpo pegou de vez o fogo mundano, só por estar naquela posição e com o macho de alguém posicionado atrás de mim, pronto pra mandar ver no cu. Até que lembrei do essencial e peguei uma camisinha no bolso. Quando dei pra ele, o maluco não acreditou.

- Tá falando sério?

Confesso que tremi na base com a possibilidade de sentir um caralho entrando e roçando lentamente, centímetro por centímetro até o talo, todo na pele, naquele atrito pecaminoso da sodomia de foder sem qualquer proteção e ter o cu inundado de porra quente, grossa e farta. Tremi mesmo, quem não treme? Mas se aquele era o começo do carnaval, eu precisava de garantir o meio e o fim. Pra isso, era necessário ir com calma.

- Sim. - respondi. - Põe aí!

Ele não desistiu de cara. Deu um tapa no meu lombo e não afastou a mão, pelo contrário, agarrou a carne e me puxou pra encaixar com o caralho na divisão das minhas nádegas. Chegou por trás do ouvido, deu uma mordida e, sarrando com as bolas pesadas na portinha do cu, falou.

- Tem certeza que não vai querer leitinho na rabiola, viadinho?

Engoli a seco e pensei várias vezes. Era aquela parte de mim que não poderia ceder, caso contrário, me tornaria para sempre um piranhão de primeira linha, algo que já era um extremo daquilo que pretendi.

- Tenho! Bota a camisinha!

Ele fez bico, bateu o pé, ainda ficou um tempo brincando de alargar minha raba com a cabeça, mas acabou colocando o preservativo. Porém avisou.

- Tu tira essa marra porque é cabaço, mas ainda vai ter um maluco mais pistola que eu, que vai arregaçar essa tua cuceta, seu viadinho!

Puxou-me num bruto e delicioso encaixe de mata leão por entre o braço e, num só solavanco, atolou a cabeça da ferramenta bem na entranha do meu rego, me fazendo chegar pra frente num impulso em reação, mas o braço me travou e fez voltar, alargando ainda mais as pregas do meu rabo, que se abriram em comunhão com a chegada da vara do entregador.

- Relaxa essa raba, vai! - ele pediu.

E ainda brincou com o dedo, entrando junto pra tentar atolar ainda mais espaço em meu interior quente e apertado, aflito pelo tesão correndo na pele e sendo transmitido ao látex do preservativo. Tomei um tapa no lombo e soltei devagar a pressão no cu, sendo deliciosamente currado e enrabado pelo entregador cafuçu que chegou bêbado e atrasado, apoiado na moto do safado. Ele então agarrou minha anca pelo lado com os dedos sujos, experientes e calejados, e não esperou, já tomou impulso pra retirar e realocar o quadril e a vara dentro de mim, puxando-me para trás pelos cabelos com certa força, me deixando ainda mais solto e entregue. Aí veio com tudo na nuca e continuou empurrando com vontade a ponta do caralho na direção da próstata, me amolecendo por dentro, ao mesmo tempo em que a pica prosseguiu alargando-me o cu.

- SSSS! Que cabaço gostoso, viadinho do caralho!

Mais tapa e puxão de cabelo. Mais marcas pelo corpo e mordidas na nuca, nos ombros e braços. Tomei cuspida na língua, mais tapão no rosto e até pela boca fui puxado com os dedos, arregaçado como se fosse uma piranha no anzol daquele puto. Ou talvez um sereio, totalmente dominado num mar chamado carnaval. Foi quando, me segurando no assento da moto e sendo empurrado junto com a mesma, o celular vibrou no bolso da bermuda pelos pés, eu me abaixei um pouco e fui checar.

- "Tudo bem aí?" - minha mãe. - "Orando muito!?"

Eu ri e me senti orgulhoso da luxúria.

- "Só tenho feito isso!" - respondi.

Aí levei mais outro tapa no rabo e senti o fogo espalhando nas pregas alargadas. Que contraste para um evangélico praticante!

- Tu gosta de tomar vara assim no cuzinho, não gosta? Hein, fala pra mim! - o entregador quis minha atenção.

Virou meu rosto em sua direção, segurou minhas mãos com apenas uma das suas e aumentou as estocadas dentro de mim. Eu já não sabia mais o que era controle de retrair ou relaxar o anel elástico de pregas, em qualquer posição aquele atrito era dolorido e ao mesmo tempo delicioso, de forma quente e dilacerante. O puto tentando me tapar a boca e também fazendo perguntas.

- Putinha da porra! Por que tu não quer leitada no cuzinho, hein? Todo viadinho que eu conheço quer tomar um leitinho quente no cu, poxa! SSSS

Até que me rendeu por trás e, aumentando totalmente a velocidade, engatou num ritmo extremo de foda, colocando até um dos pés por cima do quadro da moto. Só então vi que o safado ainda tava de botina, não se dando sequer ao trabalho de remover toda a roupa pra poder foder, tamanha sua tara e pressa em cuzinho. Aquele era um verdadeiro homem do mundo, totalmente suscetível aos encantos da carne e entregue aos pecaminosos prazeres guiados pelo eterno desejo pela sodomia, fogo que percorre as eras, renascendo em cada geração e se escondendo por cada canto da masculinidade anal e falocêntrica de um macho como aquele entregador. Quando dei por mim, além do fogo no cu pelas estocadas firmes do filho da puta, as costas queimaram pelos dedos dele enfiados na carne e descendo, quase que me rasgando de cima a baixo.

- SSSS!

A boca mordendo o lóbulo e a parte de trás da minha orelha, um suor escorrendo dele pra mim e o peso do corpo cansando minhas coxas. Ele subiu uma perna e me segurou como se eu mesmo fosse a moto dele, montando no meu lombo e aplicando pressão COM MALÍCIA, na vontade de me expandir e me ver reagir.

- Gosta, é? Responde! - falou entre os beiços, como se tivesse dando esporro num cachorro de rua.

Vários tapas nas nádegas, muitos puxões na pele e muito tesão fluindo entre nós. Até que ele foi deslizando por cima de mim e entrelaçou os dedos nos meus, dominando meus movimentos e membros por completo. Aí começou a mexer só com o quadril, afundando e retomando as estocadas profundas, chegando bem no fundo do rabo. A barba passou pelo meu pescoço e o nervoso sem fim dominou. O cu queimou, um cheiro de putaria rolando solto e tudo isso bem no imaculado território cultivado pelos meus pais, do outro lado do mundo àquela hora, crentes que eu tava ajoelhado orando. O exato lugar onde meu cabaço foi comido por um macho faminto e desejoso por cu era também solo sagrado diante das crenças deles. Senti a tora engrossando e pareceu que eu seria rasgado de dentro pra fora, a ponto dele sequer conseguir se mover na mesma velocidade de antes.

- Hmmmm, filha da puta! SSSS

Tomei outro tapa e ele me puxou.

- Vira aqui, viado! Vem cá!

Em poucos movimentos, saiu de dentro de mim e sentou todo suado por cima da moto, encostando no guidão e ficando meio que de lado. Tirou o preservativo cheio de baba de pré-porra e continuou emendando numa punheta pesada e gostosa. Eu fui até lá e ele me puxou de cara no saco.

- Cheira essa porra, piranho!

Lambi, passei ovo por ovo em cada chupada e também revezei lambida por entre o saco pesado e gostoso do entregador. Seus pentelhos, diferente dos cabelos da cabeça, eram pretos, não loiros, lembrando ainda mais o contraste meio marrentinho e favelado do safado sendo mamado por mim. Outro tapa, olho no olho e um caralhão grosso sentando lapada no meu rosto, deixando o cheirão forte de saco, mijo, suor, cuspe e pré-porra. Masculinidade pura, correndo de homem pra outro.

- SSSS! Toma teu leite, abre a boquinha!

Eu não pensei naquilo até o momento chegar. Não quis tomar no cu, usei camisinha, agora estava de cara pro leite quente e não havia mais volta. Obedeci, ironicamente. A boca abriu e engoli a cabeça, que latejou em engrossadas e enrijeceu junto com o sacão. Em poucas vibradas, a língua foi ensopada por longas e duradouras jatadas de porra quente, grossa e espessa, do tipo que vem abundante e nos deixa sem opção, senão..

- ENGOLE, VIADO! É meu leite, porra! Né pra desperdiçar, não! - ordenou ainda punhetando e me apontando o dedo indicador numa ordem nítida e direta.

Os dedos dos pés dele se contorceram enquanto ejaculou na minha língua. Suas sobrancelhas quase se encontrando, tamanha atenção na hora de me ditar o que fazer. Fiquei perdido e, a boca lotada de gala salgadinha e deliciosa, acabei engolindo naquele automático mesmo, mas em duas goladas cheias. A rola amolecendo diante de mim, o saco já cansado pela putaria e exploração no meu cu e o safado ainda me olhando.

- Abre a boquinha pra eu ver se tomou tudin!

Abri a boca e não havia mais nada.

- Isso aí, piranha!

Outro tapa e lá veio caralho de novo, agora meia bomba e mais salgado que antes, por conta do resto de leite que tive que sugar pra limpá-lo.

- Não posso brotar em casa com a pica fedendo a boca, né? Dá aquela moral na limpeza aí!

Obedeci com orgulho e gosto, chupando e engolindo cada resquício de gala que ali ficou. Mesmo flácida, a piroca continuou volumosa e grossa, preta, não circuncidada, porém com parte da cabeça rosada de fora. A mesma caralha que ficou arroxeada quando ereta, larga e comprida, peluda e cheirosa, do tipo que dá água na boca só de ver. Parei de mamar e ela já tava mole, do mesmo jeito de quando comecei a abocanhá-la. Aí olhei pra ele e o vi nu e esparramado por cima da moto, bem diante do meu quintal. Eu suado, parte da roupa também. Com certeza teria que lavar tudo depois do que fiz, porque tava com cheiro de macho. Ele, por sua vez, não perdeu muito tempo. Levantou e se preparou pra sair. Deixou o preservativo comigo, foi até o banheiro outra vez e vestiu a bermuda.

- Desculpa a demora aí, viado! E dá cinco estrelas, já é?

Ainda riu e piscou um olho ao pedir, dando aquele sim com o dedo polegar. Do portão, colocou o boné pra trás, equilibrou-se na moto e deu partida, cruzando a perna por cima do quadro metálico. Ainda suado, olhou-me outra vez e riu.

- Por conta da casa, hein?

Acelerou e, antes deu sorrir de volta, saiu cantando um pouco de pneu e roncando firme o motor, bem daquele jeito de quem gosta de chamar atenção. Eu fechei o portão, respirei fundo e, descalço, senti o cu pegando fogo pela perca da virgindade. Os pés também estavam quentes por causa das chamas percorrendo o chão, então lembrei novamente do técnico hidráulico mais cedo e, por alguns momentos, senti que havia saído por cima ao final do dia. Aquela era uma ótima maneira de começar o meu carnaval, e olha que era apenas uma simples Sexta-feira de Folia, com muita safadeza e putaria. Isso porque eu ainda não sabia como o sábado seria. Dormi quente, me masturbei várias vezes até cansar e eliminei parte do tesão que aflorou depois de tudo. Lembrei repetidamente de todos os machos que manjei nas primeiras horas longe dos meus pais e imaginei que, até o final do recesso, eu teria boas histórias a contar. E tenho. Peguei no sono totalmente despreocupado, o corpo em chamas após o teste de elasticidade do cabaço e ainda por cima ignorando as mensagens dos meus pais. Um pouco menos santo que antes, um pouco mais experiente e bastante curioso para o restante dos dias que seguiriam.


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Conto do parceiro André Martins. Para acompalhá-lo você pode segui-lo no Twitter (@andmarvin_), no site Casa dos Contos (https://www.casadoscontos.com.br/perfil/226140) e também no Wattpad (@andmarvin).

Vale muita a pena ler todos os seus contos, porque é um melhor do que o outro. Essa é o segundo conto da história de Fabiano que está só começando nessa vida promíscua então não percam que na próxima semana tem mais...

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